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Douradina - MS, quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Suspeito de 12 estupros em Campo Grande é portador do vírus HIV

Rapaz apresentado pela polícia negou ter cometido os 12 estupros. Segundo a polícia, ele atacava sempre no bairro onde estava a ex-mulher.

Publicado em: 26/01/2017 às 18h48

G1

Foto: Suspeito de estupro foi apresentado pela polícia nesta quinta-feira (26) (Foto: Dyego Queiroz / G1 MS)

Suspeito de pelo menos 12 estupros em Campo Grande, o homem preso na quarta-feira (25) é portador do HIV, vírus que causa a Aids. O rapaz contou à polícia ser HIV positivo e a perícia confirmou a informação por meio de exame de sangue, segundo a delegada Priscila Anuda, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

Ele nega ter estuprado todas as mulheres, mas admitiu à imprensa que cometeu “um ato” contra uma das vítimas. “Essa última, eu cometi um ato com ela”, disse na apresentação do suspeito feita pela polícia na Deam, que funciona na Casa da Mulher Brasileira. Ele se negou a explicar que “ato” seria esse.

O suspeito foi preso na quarta-feira (26) após ser reconhecido pela última vítima da série de estupros, que teve início em janeiro de 2015. De acordo com a delegada Vanusa Macedo, também da Deam, ele violentava mulheres jovens, com idade entre 18 e 29 anos. Os abusos sempre aconteciam no bairro em que a mulher dele morava. Cinco vítimas reconheceram o suspeito até agora.

"Após a última vítima detalhar a dinâmica do fato, principalmente característica do autor, nós conseguimos reunir algumas características dele. O autor já era suspeito de cometer abusos", afirmou a delegada Maíra Pacheco Machado.

Esses abusos começaram no bairro Jardim Los Angeles, mas depois passaram a ser feitos no bairro Ramez Tebet e, em seguida, no Portal Caiobá - todos em Campo Grande. A ex-mulher dele morou nos três bairros.

"Nós acreditamos que o número de vítimas pode ser ainda maior que 12. Esperamos que, com a ajuda da imprensa, elas reconheçam o autor e procurem a polícia para que relate o caso e sejam encaminhadas para tomar o coquetel contra o HIV", explicou Maíra.

Violento
A investigadora Wanusa Macedo, que trabalhou na identificação do suspeito, destacou que o criminoso sempre agia com muita violência e em locais diferentes, incluindo ponto de ônibus e casas de algumas das vítimas. Além de abusar das mulheres, ele cometia furtos.