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Douradina - MS, quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Em protesto, mãe de adolescente morto quer 'honrar' pedido do filho

Família e amigos querem prisão de envolvidos em agressão

Publicado em: 18/02/2017 às 20h28

Correio do Estado

Depois de a Justiça ter novamente negado pedido de prisão de dono e funcionário de lava a jato onde o adolescente Wesner Moreira da Silva, de 17 anos, foi violentado, parentes e amigos fazem protesto no Centro de Campo Grande, nesta manhã. Mãe do adolescente, a dona de casa Marasilva Moreira quer “honrar” o último pedido do filho, que queria os agressores presos.

Cerca de 30 pessoas participam do ato em pedido de Justiça. Com faixas e um cartaz com a foto de Wesner, o grupo se concentra na Praça Ary Coelho, e faz atos na Afonso Pena assim que os semáforos fecham.

Ao Portal Correio do Estado, Marasilva afirmou que no entendimento da família, apenas com protestos haverá decisão da Justiça que ordene a prisão dos envolvidos. “Eu preciso de Justiça para acalentar meu coração”, disse bastante emocionada.

Marasilva conta, ainda, que apesar de o filho ter dito no hospital que perdoou os agressores, ele queria que ambos fossem para a cadeia. “Foi ele que pediu todo o tempo. Quero Justiça pelo que fizeram, tenho que honrar esse pedido porque não quero ver outra mãe chorando”, desabafa.

Entre relatos de dor e pedidos de Justiça, a mãe de Wesner recebe apoio de pessoas que nem conhece. Alguns campo-grandenses que passam pela praça nesta manhã param alguns minutos para abraçar e consolar Marasilva.

PRISÕES 

No fim da tarde de ontem, o juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, emitiu decisão não atendendo o pedido de prisão feito pela polícia. Anteontem, o mesmo pedido já havia sido negado pelo juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 7ª Vara Criminal de Campo Grande. Em sua decisão, Ivo resolveu encaminhar o processo para o Tribunal do Júri, por entender que houve crime de homicídio e não agressão seguida de morte.

No despacho publicado ontem, Garcete afirmou que a Polícia Civil não apresentou elementos que justificassem a prisão dos dois envolvidos na violência contra o adolescente.

O CASO

O adolescente morreu depois de ter ficado 11 dias em recuperação na Santa Casa da Capital. O crime aconteceu em 3 de fevereiro. A morte foi causada por sangramento contínuo na altura do estômago, seguido de parada cardiorrespiratória.

Lava a jato onde aconteceu o crime foi incendiado no dia 8 de fevereiro, durante a madrugada. O dono do estabelecimento, bem como o funcionário, que era