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Douradina - MS, terça-feira, 21 de novembro de 2017

Vítima pede socorro em bilhete, mas é executada em rua

Norimar Gastão, de 38 anos, morreu ao ser atingido por dois tiros

Publicado em: 20/02/2017 às 21h40

Correio do Estado

Foto: Norimar Gastão Dutra Junior morreu com dois tiros hoje - Foto: Divulgação

Homem executado hoje em Rio Negro pediu na sexta-feira (17) transferência de cumprimento de pena por tráfico de drogas para a cidade no estado do Rio de Janeiro por receber ameaças de morte. Ele estava no semiaberto.

Em bilhete entregue à Defensoria Pública do Estado, Norimar Gastão Dutra Junior, de 38 anos, relatou que por ter nascido no Rio de Janeiro era associado entre outros criminosos por integrar a facção Comando Vermelho. Como há uma rivalidade declarada com outra facção, a Primeiro Comando da Capital (PPC), ele estava jurado de morte.

"Eu fui criado e nascido dentro da comunidade no Rio de Janeiro dominada pelo Comando Vermelho. Fiquei preso nesse estado 3 anos e vários integrantes do PCC me conheceram. Agora com essa guerra eles querem mata (sic) a mim", escreveu em bilhete.

O documento foi protocolado na Justiça Estadual na sexta-feira, mas não houve tempo para analisar o pedido.

Homem que estava em veículo Gol executou-o com dois tiros, um na bochecha e outro no peito, na Rua Rio Grande do Sul, no bairro Santa Luzia, hoje pela manhã. O suspeito dos tiros estava armado com revólver calibre .38.

O site Coxim Agora divulgou que a Polícia Civil tem informações sobre o atirador e ele pretende entregar-se. 

A vítima, que era moto taxista, já respondeu a processo por tráfico de drogas e tinha sido sentenciado a 10 anos e quatro meses de prisão. Ele foi detido em agosto de 2013 com uma mulher e saiu do presídio em agosto do mesmo ano.

Norimar Junior cumpria pena em regime semiaberto e declarava que estava trabalhando como mototaxista. Sua última apresentação à Justiça foi em 9 de fevereiro.

O corpo dele foi encaminhado para o Instituto Médico Legal de Coxim e peritos criminais foram ao local do crime para levantar provas a serem apresentadas à Polícia Civil.