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Douradina - MS, quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Justiça adia para quarta-feira retorno de Funaro para o presídio da Papuda

Preso desde julho de 2016, doleiro está negociando delação premiada com a PGR. Inicialmente, ele ficaria na carceragem da PF somente até esta sexta-feira (14).

Publicado em: 14/07/2017 às 12h49

g1

Lúcio Funaro em depoimento à CPI dos Correios, em 2006 (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

Conduzido na semana passada provisoriamente para a carceragem da Polícia Federal (PF) em Brasília, o doleiro Lúcio Funaro não retornará nesta sexta-feira (14) para o Complexo Penitenciário da Papuda, como estava previsto inicialmente na decisão judicial que determinou sua transferência.

A transferência para a sede da PF foi determinada pela juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal. Na decisão, a magistrada afirmou que havia acolhido pedido da Procuradoria da República no Distrito Federal, mas não explicou o motivo da transferência.

Em novo despacho, a Justiça Federal de Brasília determinou que o doleiro permaneça na carceragem da PF até quarta-feira (19). Ainda não foi divulgado o motivo da prorrogação de prazo.

Preso no Distrito Federal desde julho do ano passado, Funaro é apontado pelas investigações da Operação Lava Jato como operador de supostos pagamentos de propina ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB). O doleiro também foi citado na delação do dono da JBS, Joesley Batista.

 

Funaro foi para a superintendência da Polícia Federal em 5 de julho para que ficasse à disposição dos investigadores que atuam nas operações que envolvem o suposto envolvimento do doleiro com esquemas de corrupção.

Além disso, a rápida estadia de Funaro pela superintendiência da PF facilitou na negociação do acordo de delação premiada que ele está costurando com a Procuradoria Geral da República.

 
Investigadores dizem que a prorrogação do período de Funaro na Polícia Federal permitirá que ele continue elaborando, com sua defesa, os anexos da delação e, ainda preste depoimentos à PF – nesta quinta, o juiz Vallisney Oliveira, ao negar o segundo pedido de prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, determinou que o doleiro seja ouvido de novo

Delação premiada

No mês passado, Lúcio Funaro decidiu mudar de advogado e contratou o mesmo escritório que defende o também doleiro Alberto Yousef. O jurista Antônio Figueiredo Basto é especialista em delações premiadas e ajudou a costurar o acordo de Youssef com a Justiça.

Em depoimento à Polícia Federal, Funaro disse que o presidente Michel Temer sabia do pagamento de propinas na Petrobras.

Nas negociações de delação premiada, ele também disse que Temer orientou a distribuição de dinheiro desviado da Caixa Econômica Federal. A assessoria do presidente nega as acusações.

Em um de seus depoimentos – no último dia 7 – Lúcio Funaro também relatou que fez várias entregas de "malas de dinheiro" nas mãos do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) em uma sala do aeroporto de Salvador.

A defesa de Geddel negou que o ex-ministro tenha recebido "malas com dinheiro" do doleiro. Responsável pela defesa do peemedebista, o advogado Gamil Foppel disse que o depoimento de Funaro é mentiroso.