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Douradina - MS, terça-feira, 21 de novembro de 2017

Ministro do STJ manda arquivar citações a Flávio Dino na delação da Odebrecht

Felix Fisher acolher pedido da PGR, que não encontrou indícios suficientes para dar continuidade às investigações. Delator havia dito que governador do Maranhão recebeu caixa 2 da empreiteira.

Publicado em: 30/08/2017 às 12h08

G1

Flávio Dino havia sido acusado por delator da Odebrecht de ter recebido R$ 400 mil em caixa 2 (Foto: Tv Mirante)

O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mandou arquivar as citações feitas por um dos delatores da Odebrecht em relação ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Fischer atendeu pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), que não viu indícios suficientes para o prosseguimento de uma investigação.

Em sua delação premiada com a PGR, o ex-funcionário da Odebrecht José de Carvalho Filho afirmou que o atual governador maranhense pediu, em 2010, R$ 400 mil para defender na Câmara dos Deputados um projeto de lei que beneficiava a empreiteira. À época, Dino era deputado federal.

O projeto, de acordo com o delator, atribuiria segurança jurídica a investimentos do grupo Odebrecht. Carvalho Filho havia afirmado aos procuradores da República que, em um dos encontros com Dino, o comunista também pediu ajuda para sua campanha eleitoral ao governo do Maranhão.

O delator ressaltou ainda que o repasse do dinheiro por parte da construtora foi feito por meio de caixa dois. A senha para receber o repasse, conforme o ex-executivo da Odebrecht, teria sido entregue à época ao próprio Dino. Além disso, ele contou que a operação havia sido conduzida pelo setor de operações estruturadas da construtoras e teria sido registrada no sistema Drousys, que reunia a contabilidade de propina da empreiteira.

A PGR, no entanto, entendeu que havia divergências nas informações prestadas por Carvalho Filho. Na avaliação do Ministério Público, o delator não tinha detalhes da entrega do dinheiro.

Por esse motivo, a Procuradoria considerou que havia "dificuldade praticamente intransponível" de provar o repasse do dinheiro.