Em manifesto, tucanos apoiam Tasso e reforçam coro de FHC pelo rompimento com Temer - DOURADINA NEWS - 5 ANOS NA LIDERANÇA!

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Douradina - MS, sábado, 18 de novembro de 2017

Em manifesto, tucanos apoiam Tasso e reforçam coro de FHC pelo rompimento com Temer

Voto vencido: em junho, Tasso já falava a correligionários sobre a necessidade de rompimento com Temer.

Publicado em: 07/11/2017 às 07h28

PONTA PORÃ INFORMA

Os intelectuais tucanos Bolivar Lamounier, Edmar Bacha, Elena Landau, Luiz Roberto Cunha e Persio Arida divulgaram nesta segunda-feira (6) um manifesto por meio do qual apoiam a candidatura do senador Tasso Jereissati (CE), que ocupa a presidência do PSDB interinamente, ao comando definitivo do partido. Além disso, o documento (íntegra abaixo) defende o rompimento do partido com o governo Michel Temer, que poderá ser formalmente investigado por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça a partir de 1º de janeiro de 2019, quando deixa o mandato presidencial. A iniciativa coincide com a manifestação, em artigo publicado neste fim de semana, em que o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defende o fim da parceria com Temer.

No manifesto, os signatários defendem o caráter reformista da gestão Temer, mas fazem ressalvas à questão ética do governo. "Mais do que nomes ou correntes partidárias, o que está em jogo é a postura que se requer do partido diante do Governo Temer. O PSDB deve aprovar as reformas que modernizem o Brasil, independentemente de quem as envie ao Congresso ou as proponha. Mas não deve participar de um Governo que não parece ter se comportado de acordo com os preceitos éticos na condução dos assuntos de interesse público", diz a introdução do documento, que elenca uma série de "ideia e princípios" tucanos.

"O PSDB precisa voltar a ser o PSDB do Plano Real, capaz de formular e implementar a agenda de reformas necessária para que o Brasil volte a crescer de forma sustentável, com justiça social e respeito aos direitos civis", acrescenta o trecho introdutório.

Voo solo

Os tucanos devem decidir quem comandará o partido a partido de 9 de dezembro, data da convenção nacional do PSDB. À frente do partido desde maio – quando o senador Aécio Neves (MG) foi flagrado pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, preso por violação de delação premiada –, Tasso e os chamados tucanos "cabeças pretas" travam queda de braço com a ala que apoia Aécio, na figura do governador de Goiás, Marconi Perillo.

Na semana passada, Perillo foi ao Senado comunicar que disputaria a sucessão na presidência da sigla. O mesmo anúncio deve ser feito por Tasso ainda nesta semana. Com posição indefinida até há pouco tempo, o governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, agora reforça o coro de FHC – ecoado desde junho – em favor do senador cearense.

A indefinição, aliás, marcou as decisões da legenda nos últimos meses, a partir de 17 de maio, quando foi revelado o encontro clandestino, no Palácio do Jaburu, entre Temer e Joesley Batista. Em uma das inúmeras reuniões do PSDB para discutir eventual desembarque da base, em 12 de junho (foto acima), um olheiro de Temer chegou a se infiltrar no debate para, em seguida, anunciar a manutenção da aliança, como este site publicou em primeira mão.