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Douradina - MS, terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Reformas e trabalho conjunto diminuem crise em MS, defende governador

IBGE mostrou que MS sofreu menor impacto na redução do PIB

Publicado em: 19/11/2017 às 19h55

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Protesto de servidores na Assembleia contra a reforma da previdência estadual -

Resultados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta semana indicaram que Mato Grosso do Sul tem sobrevivido à crise brasileira sem afundar. 

Nesse cenário, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) ressaltou que só trabalho conjunto pode garantir crescimento e ainda reafirmou que reformas são necessárias, entre elas a previdenciária, ainda sem avançar na Assembleia Legislativa. A manifestação do chefe do Executivo estadual foi divulgada nesta sexta-feira (17).

O Produto Interno Bruto (PIB) do Estado teve diminuição de 0,27%, de acordo com o estudo Contas Regionais, divulgado na quinta-feira (16) pelo IBGE. O dado é referente a 2015, quando a recessão sinalizava seu pior momento. Esse resultado significou destaque, se comparado com PIBs de outras federações. 

Todos os estados tiveram resultado negativo no levantamento, mas o de Mato Grosso do Sul foi onde ocorreu a menor perda. Na área econômica, o principal responsável por frear uma queda do PIB foi a atuação do agronegócio. Setor teve crescimento de 10,1% em 2015, em comparação ao ano anterior. No período do levantamento, o PIB sul-mato-grossense fechou em R$ 83,082 bilhões.

A média nacional de queda ficou em 3,55% negativos. No caso de estados, Goiás foi um dos que apresentou pior resultado, 4,26% de retração. Situações piores foram identificadas no Amapá (-5,5%), Amazonas (-5,4%) e Rio Grande do Sul (-4,6%).

“Construímos um Estado economicamente forte. Isso é resultado do empenho do setor produtivo, do empresariado e de toda a sociedade que junto com o governo fez de Mato Grosso do Sul um Estado que cresceu e produziu riqueza mesmo na crise, gerando oportunidades à população”, defendeu o governador.

Provável candidato à reeleição em 2018, Azambuja depende de resultados positivos na economia para alicerçar o futuro. Obter números como esse referente ao PIB pode significar algum capital político. Mas apesar das discussões sobre candidatura, ele descartou que o governo está em busca de popularidade.

CRISE MENOR, MAIS OBRAS

O governador ponderou que se a economia estiver aquecida, a obtenção de recursos para obras será mais efetiva. "PIB representa riqueza, desenvolvimento, gerar oportunidades. É esse pensamento que nós temos e vamos continuar com MS crescendo e se desenvolvendo", afirmou.

Dados estatísticos da economia podem garantir algum ganho para Azambuja em uma possível corrida eleitoral. O Centro de Liderança Pública indicou que Mato Grosso do Sul é o quinto estado mais competitivo do Brasil.

PROJETOS POLÊMICOS

Por outro lado, Azambuja defendeu que também precisa de aprovação de projetos - que não têm um apelo tão popular - para conseguir segurar o gasto da máquina pública e evitar perdas no PIB. Entre as propostas polêmicas que já passaram pela Assembleia e foram sancionadas está a do teto de gastos.

O governador ressaltou que ainda falta uma reforma para ser aprovada: a da previdência estadual. O tema ainda passa por questionamentos dos servidores, que reclamam do aumento da contribuição e o teto para aposentadoria. Pelo lado dos deputados, existe certa resistência em aprovar o projeto com agilidade, até porque ano que vem é de eleição e o voto favorável pode ter peso negativo nas urnas.

Apesar desse choque, o governador ponderou que é um caminho sem volta a mudança previdenciária.

“Soubemos criar as condições para estabilidade fiscal com uma menor estrutura administrativa, definindo o teto de gastos, aprovamos com o setor empresarial o fundo de incentivos fiscais e agora estamos naquela que talvez seja a última reforma estruturante que é a da previdência”, defendeu.