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Douradina - MS, terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Justiça determina prisão preventiva de investigados

Três suspeitos de encabeçar esquema milionário permanecerão presos

Publicado em: 25/11/2017 às 11h36

correiodoestado

Celso Eder seria um dos líderes do esquema - Álvaro Rezende

A Justiça Federal em Campo Grande converteu as prisões preventivas em temporárias de Celso Eder Gonzaga de Araújo, Sidnei dos Anjos Peró e Anderson Flores de Araújo, investigados por estelionato, falsidade ideológica e fraude no sistema financeira. Eles foram presos no dia 21, durante a Operação Ouro de Ofir e, agora, permancerão detidos sem prazo definido.Estima-se que o grupo tenha feito 25 mil vítimas no País.

A organização criminosa se valia da falsa redistribuição de comissões das vendas de uma mina de ouro explorada há décadas, para induzir investimentos em dinheiro, oferecendo lucros exorbitantes de até 1.000 %. A empresa responsável pelas negociações seria a Company Consultoria Empresarial Eireli, sediada em Campo Grande.

Existe, inclusive, a esdrúxula figura de contrato de doação mediante pagamento. Outra modalidade de engodo é a promessa de liberação de uma antiga Letra do Tesouro Nacional – LTN.

Estima-se que 25 mil pessoas tenham sido induzidas a investir em um projeto cujos contratos não possuem lastro ou objeto jurídico plausível (os nomes eram Operação SAP e Aumetal). Os investidores depositavam quantias para ter uma lucratividade de mais de 1.000% (algo desproporcional e insustentável financeiramente). Também eram falsificados documentos de instituições públicas federais na tentativa de oferecer credibilidade ao que era repassado às vítimas.

O nome da Operação Ouro de Ofir é baseado em uma cidade mitológica da qual seria proveniente um ouro de maior qualidade e beleza.

Link
A Polícia Federal disponibilizará um link especial para as mais de 25 mil vítimas da Company Consultoria Empresarial Eireli denunciarem os golpes investigados.

Conforme informações da polícia, a vítima deve imprimir o formulário, preencher e reconhecer firma em cartório. O documento deve ser entregue na Superintendência Regional da PF em Mato Grosso do Sul. As denúncias que forem de fora de Campo Grande devem ser enviadas pelos Correios, aos cuidados do delegado federal Guilherme Farias.