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Douradina - MS, segunda-feira, 21 de maio de 2018

Governador aposta em acordo para aumento da importação do gás

Azambuja teme recuo da arrecadação maior que R$ 400 milhões, em 2018

Publicado em: 31/01/2018 às 08h17

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Governador do Estado, Reinaldo Azambuja durante reunião com autoridades bolivianas - Foto: Álvaro Rezende/Correio do Estado

O governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) aposta em acordo com a Bolívia para que importação de gás natural não tenha maiores quedas em 2018. O líder do Executivo afirmou que teme diminuição, maior do que teve em 2017, ano em que foi registrado recuo de R$ 400 milhões de arrecadação do insumo sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do gás natural. 

Durante reunião que ocorreu na manhã desta terça-feira (30), com autoridades bolivianas e técnicos da MS gás, o governador tratou  sobre a importação do gás natural. E foi na ocasião que Azambuja alertou sobre o risco de maior queda, em 2018, da arrecadação do ICMS sobre a importação do insumo. “Se diminuir o bombeamento de gás, teremos talvez, em 2018 uma perda maior do que houve em 2017”, disse Azambuja.

O governador explicou que as chuvas de verão em todo país são responsáveis pelo aumento do nível dos reservatórios nas principais hidrelétricas, resultando na diminuição da produção das termoelétricas, movidas a gás natural. Contudo, essa situação poderá diminuir importação do produto e prejudicar a arrecadação do Estado. 

Azambuja lebrou também que, além da queda de R$ 400 milhões que aconteceu em 2017, na arrecadação do ICMS, a Petrobrás também diminuiu o volume do insumo. Outra causa apontada pelo governador, para justificar o recuo da importação do produto, foi a queda do dólar.

PRESSA

Para que o problema não se potencialize, Azambuja acredita que é necessário celeridade nas tratativas. “Vamos ter outra rodada de conversações com os bolivianos, com o vice-ministro da equipe técnica do governo boliviano pra chegarmos numa negociação que possibilite que possamos comprar diretamente esse gás”, disse o governador.

A Petrobrás é responsável pela compra de 30 milhões de metros cúbicos do gás natural e, de acordo com o líder do Executivo, a empresa distribui o gás ao Brasil todo. “Com a possibilidade, a partir de 2019, da Petrobrás não comprar os 30 milhões, poderemos ter venda direta as empresas de gás estadual e nós temos urgência disso”, disse Azambuja.

O governador lembrou também que, o Executivo tem projeto de termoelétrica, em Corumbá. “Isso é urgente pro governo. Investimento de mais de R$ 1,5 milhão. Temos demanda de outros investimentos empreendedores que demandam o gás natural e como não temos excedente e garantia do fornecimento, trava alguns investimentos se conseguirmos liberação por parte da Bolívia”, finalizou.