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Douradina - MS, segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Recursos para o agronegócio neste ano ultrapassam os R$ 2 bilhões

Financiamento para a safra pode vir do FCO e de recursos próprios do BB

Publicado em: 02/02/2018 às 07h49

CORREIO DO ESTADO

Colheita do milho - Foto: Divulgação

O Banco do Brasil confirmou hoje que os recursos para o setor rural de Mato Grosso do Sul neste ano vão ultrapassar os R$ 2 bilhões, se somado o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e um financiamento antecipado para a safra 2018, gerido pelo próprio banco.

O FCO é composto por recurso administrado pelo Ministério da Integração Nacional e executado pelo Banco do Brasil. Nessa linha de financiamento, o orçamento é de R$ 1,116 bilhão, ou 50% do total de recursos para o Estado. O fundo também atende o setor empresarial, que terá outro R$ 1,116 bilhão.

Segundo o BB, apesar da quantia definida pelo governo federal, o FCO atende os demais estados do Centro-Oeste e é possível fazer remanejamento de recursos, dependendo da demanda dos entes federativos.

A antecipação dos financiamentos de custeio para a safra, a exemplo de soja, milho, arroz e café, permite melhores condições a produtores para o planejamento de suas compras junto a fornecedores e contribui para o incremento das vendas de sementes, fertilizantes e defensivos, proporcionando maior rentabilidade aos empreendimentos e produzindo reflexos positivos em toda a cadeia produtiva.

Os recursos estarão disponíveis aos médios produtores, no âmbito do Pronamp (Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores Rurais) com taxas anuais de 8,5%, até o teto de R$ 1,5 milhão.

Os demais produtores rurais podem obter o crédito com encargos de 9,5% ao ano, com teto de até R$ 3 milhões, descontados os valores de recursos controlados já contratados no semestre anterior. Para operações com recursos do FCO, as taxas de juros podem ser reduzidas até a 7,23% ao ano, considerando o bônus por adimplência.

OUTRO APORTE

Além do FCO, os produtores rurais podem recorrer ao custeio antecipado oferecido pelo Banco do Brasil. Neste caso, o orçamento é de R$ 900 milhões e administrado também pelo banco. Detalhes sobre encargos não foram divulgados oficialmente.