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Douradina - MS, sábado, 22 de setembro de 2018

Kim Jong-un convida Trump para reunião, anuncia Coreia do Sul

Após oferta do ditador asiático, presidente aprova realizar encontro no final de maio. Oferta vem dias após Coreias aprovarem cúpula histórica e possível desnuclearização

Publicado em: 09/03/2018 às 07h26

G1

O líder norte-coreano Kim Jong-un; o presidente americano Donald Trump e o chefe de Estado sul-coreano Moon Jae-in - Reuters

WASHINGTON - Num gesto surpreendente, o líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-un, convidou o presidente dos EUA, Donald Trump, para um encontro pessoal no fim de maio, anunciou a Coreia do Sul. A oferta inclui congelar os testes nucleares e de mísseis do regime norte-coreano que deixaram o mundo temeroso de uma guerra com os americanos. Trump se dispôs a se reunir com o líder asiático, segundo Seul e Washington.

— Ele expressou sua intenção de encontrar o presidente Trump o mais breve possível — disse num breve pronunciamento na Casa Branca o chefe do Gabinete de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Chung Eui-yong. — O presidente Trump apreciou o cumprimento e disse que encontraria Kim Jong-un em maio para alcançar uma desnuclearização permanente.

A declaração veio após um encontro no qual os sul-coreanos entregaram uma carta do líder supremo endereçada ao chefe de Estado americano.

"O presidente Trump aprecia muito as palavras da delegação sul-coreana e o presidente Moon (Jae-in). Ele aceitará o convite para se encontrar com Kim Jong-un num local e tempo a serem determinados. Temos a expectativa da desnuclearização da Coreia do Norte. Neste meio tempo, todas as sanções e pressão máxima devem continuar", afirmou em comunicado a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders.

O assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, H.R. McMaster, informará sobre o convite aos enviados do Conselho de Segurança da ONU na próxima segunda-feira, revelaram diplomatas após o anúncio.

De acordo com a rede CNN, funcionários do Pentágono e da própria Casa Branca foram pegos de surpresa com a revelação do anúncio por Trump. Em maio de 2017, o presidente dos EUA havia ventilado a possibilidade de um encontro, mas apenas se a Coreia do Norte cumprisse com pré-condições.

"Kim Jong-un falou sobre desnuclearização com os representantes sul-coreanos, não apenas um congelamento. Também, nenhum teste de mísseis da Coreia do Norte neste período. Grande progresso sendo feito, mas sanções vão continuar até que um acordo seja alcançado. Encontro sendo planejado!", escreveu Trump no Twitter.

Chung Eui-yong e o chefe do Serviço de Inteligência Nacional, Suh Hoon, viajaram a Washington, onde explicaram ao governo dos EUA a posição da Coreia do Norte a favor de conversas futuras com Washington e a possibilidade de Pyongyang suspender os testes nucleares caso a segurança do regime fosse assegurada.

Chung, que liderou na segunda-feira a delegação sul-coreana para o primeiro encontro com Kim Jong-un, se encontrou com McMaster na Casa Branca, dando início a uma rodada de discussões com autoridades seniores do governo. Depois, o grupo manteve uma breve conversa com Trump.

Os líderes da Coreia do Norte e da Coreia do Sul concordaram ainda no encontro com uma reunião de cúpula em abril na Zona Desmilitarizada (DMZ), de acordo com Seul. O governo sul-coreano indicou que Pyongyang estaria disposto a interromper os testes nucleares e de mísseis e iniciar conversações.

WASHINGTON COBRA DESNUCLEARIZAÇÃO

Pyongyang desenvolve seus programas de armas desafiando resoluções do Conselho de Segurança da ONU, e recentemente Kim e Trump recorreram a uma retórica áspera e beligerante um contra o outro devido aos atritos entre os países. Ofensas mútuas incluíram "baixinho gordo", "velho lunático" e "menininho do foguete".

A Coreia do Norte alardeia seus planos para desenvolver um míssil com ogiva nuclear capaz de atingir o território continental dos EUA, e os americanos não hesitaram em ameaçar uma resposta bélica, mas os temores de uma guerra de grandes proporções foram atenuados no mês passado, coincidindo com a participação norte-coreana nas Olimpíadas de Inverno, realizada na Coreia do Sul.

Os EUA, oficialmente, defendem "pressão máxima" sobre o regime, incluindo sanções pesadas que vêm asfixiando a economia do país. O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, afirmou que, apesar de "conversas sobre conversas" serem possíveis com Pyongyang, negociações de desnuclearização são essenciais, mas "provavelmente ainda estão muito longe".

— Obviamente estamos cautelosamente otimistas de que ocorra algum progresso adiante — completou o secretário de Defesa, Jim Mattis, a repórteres no Pentágono. — Mas já fomos otimistas antes, então teremos que observar as ações e ver se elas correspondem às palavras.

 

O tom foi o mesmo do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, que afirmou nesta quarta-feira que é "muito cedo para ser otimista" a respeito da oferta sobre negociações com os Estados Unidos sobre sua desnuclearização.

— Estamos apenas na linha de largada — declarou Moon, que negou acusações de que teria oferecido contrapartidas secretas à Coreia do Norte para convencer o país a comparecer à mesa de negociações.