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Douradina - MS, domingo, 21 de outubro de 2018

Em alta, Brasil revê Alemanha com sete motivos para exorcizar 'fantasminha'

Rivais se reencontram quase quatro anos depois do fatídico 7 a 1. Confira sete motivos que levaram a Seleção de volta à elite do futebol mundial após sua principal derrota

Publicado em: 27/03/2018 às 08h18

g1

Tudo bem que não dá para chamar de revanche. É um amistoso, sem todos os principais jogadores. Mas chegou a hora do aguardado reencontro entre Brasil e Alemanha, o "fantasminha", como costuma dizer Tite. Nesta terça-feira, em Berlim, as seleções vão se enfrentar pela 1ª vez desde o eterno 7 a 1 na semifinal da Copa do Mundo de 2014.

Lá se vão 1.359 dias. Período em que a Seleção sofreu para assimilar a pior derrota de sua história, mas cresceu. E reconquistou respeito a ponto de chegar à Rússia como uma das favoritas ao título, na opinião da imensa maioria dos principais adversários.


O amistoso começa às 15h45 (de Brasília) e será transmitido ao vivo pela TV Globo, SporTV, Globoplay e GloboEsporte.com. No site, o pré-jogo especial começa às 14h20.

Toni Kroos, por exemplo, autor de dois gols e eleito o melhor em campo no 7x1, disse no sábado que o Brasil está "dois degraus acima". Ou seja, não se trata de uma evolução irrelevante aos olhos de um protagonista do futebol mundial.

– Acredito que será um grande jogo, houve evolução nítida na nossa Seleção desde que o professor (Tite) assumiu. Mas elogios e críticas às vezes debilitam, você não pode absorvê-los se não ajudar a crescer e ser melhores do que somos. A expectativa é ter um grande desempenho e fazer um grande jogo. É um grande teste, são esses adversários que vamos enfrentar no futuro – disse o capitão Daniel Alves, questionado sobre os elogios dos alemães.

De um lado, Tite não terá Neymar, com o pé direito fraturado. Do outro, Joachim Löw poupa titulares como Müller, Özil, Kroos e Hummels, mas escala uma equipe que brilhou no título da Copa das Confederações e tem adquirido cada vez mais bagagem internacional.

Abaixo, o GloboEsporte.com apresenta sete motivos – porque é um clichê irresistível – para o Brasil ser visto novamente como uma potência mundo afora.

 

1- Tite- O técnico substituiu Dunga após a queda precoce na Copa América dos EUA, em julho de 2016, e mudou completamente a Seleção. Consagrado pelos títulos, especialmente no Corinthians, ele teve apoio popular para implantar sua maneira de jogar, o 4-1-4-1, e apostar em velhos conhecidos, como Paulinho, ou novas promessas, caso de Gabriel Jesus. A maioria dos jogadores foram os mesmos chamados por Dunga. Dos 64 nomes que o atual comandante chamou, 35 também foram lembrados pelo antecessor. Mas Tite modificou as ideias, os conceitos, introduziu a equipe no futebol atual, moderno, e isso saltou aos olhos de adversários que voltaram a ver o Brasil como uma seleção a ser temida na Copa do Mundo. Em 18 jogos sob seu comando, a Seleção obteve 14 vitórias, três empates e apenas uma derrota. Marcou 41 gols e sofreu só cinco.

2- Eliminatórias -A grande arrancada de Tite foi no torneio classificatório para a Copa do Mundo. Ele assumiu com a Seleção na sexta posição e levou o Brasil ao título simbólico sem derrotas. Foram nove vitórias seguidas, algo que nenhuma outra equipe do continente havia conseguido na história, e 41 pontos, recorde da Seleção.Os adversários mais tradicionais foram pulverizados: 3x0 sobre a Argentina, no mesmo Mineirão do desastre de 2014, e 4x1 diante do Uruguai, no mítico estádio Centenário, em Montevidéu.

3- Um goleiro entre os melhores do mundo-  Pouca gente entendeu quando Dunga acatou a sugestão do preparador de goleiros Taffarel e fez de Alisson titular da Seleção, em outubro de 2015, na segunda rodada das eliminatórias. O então goleiro do Internacional foi vendido para a Roma e passou boa parte da primeira temporada no banco de reservas, mas nunca passou perto de perder a posição no Brasil. Hoje, todos entendem o porquê. Em grande momento na Roma, já é cobiçado pelo Real Madrid e considerado pelos europeus um dos melhores da posição. 

4- Neymar em alta-  Neymar não joga hoje, mas, com Tite, ele voltou a ter desempenho de destaque pela Seleção, longe das confusões que marcaram o fim da passagem de Dunga. Ausente no 7x1 por causa da lesão sofrida contra a Colômbia, nas quartas de final, o camisa 10 ampliou sua participações em gols e a relação com o atual treinador é muito melhor, a ponto de o craque ter chorado em seus ombros. 

  • Neymar com Dunga: 11 gols e três assistências em 16 jogos
  • Neymar com Tite: sete gols e oito assistências em 13 jogos
     

Dunga e Neymar não falavam a mesma língua. Pouco antes da saída do ex-treinador, o então capitão era questionado por seu comportamento, pela conduta extracampo e pelas constantes suspensões por indisciplina. O desempenho do jogador nas eliminatórias serve de termômetro. Nos seis primeiros jogos, ainda com Dunga, perdeu três por suspensão e não marcou gols. Quando Tite assumiu, voltou a se destacar e a comandar o time.

5- Fim da ''Neymardependência''- Neymar é o craque? Sim. Chamado de insubstituível por Tite. Mas não é nem o recordista de jogos nem o artilheiro do time com o técnico. Aliás, ele jamais havia terminado um ano sem esse posto, mas isso ocorreu em 2016 e 2017. Com Tite, Gabriel Jesus fez oito gols, Neymar e Paulinho, sete. O jogo desta terça-feira é mais uma chance de o Brasil mostrar que há vida sem o craque. E vida boa. Por mais falta que ele faça.

6- Coadjuvantes que são protagonistas- E se a Seleção não depende mais tanto assim de Neymar, como disse o alemão Sané, deve-se, além do trabalho de Tite, ao fato de outros jogadores ocuparem postos de destaque em seus clubes. Se em 2014 a Seleção tinha atletas fundamentais jogando em centros menos importantes, inclusive no próprio futebol brasileiro, agora tem Coutinho, contratação mais cara da história do Barcelona. Tem Casemiro, valorizadíssimo no Real Madrid, considerado peça-chave para os títulos recentes, assim como seu companheiro Marcelo.Fernandinho é titular do time mais badalado do momento, o Manchester City, onde Gabriel Jesus, ainda garoto, já consegue repartir atenções e número de jogos com o ídolo Aguero.

 
7- Intercâmbio com grandes clubes e técnicos europeus- Tite tem feito cada vez mais questão de dividir méritos publicamente com seus auxiliares. Cleber Xavier aparece nas entrevistas coletivas ao seu lado, e Sylvinho, Matheus Bachi, Fernando Lázaro e Thomaz Araújo são citados com frequência. Todos eles, além dos preparadores físicos e de goleiros, são envolvidos num processo de observações que envolvem visitas a grandes clubes europeus. Tite já conversou com técnicos como Pep Guardiola, Jürgen Klopp, Zinedine Zidane, entre tantos outros.A troca de informações sobre os jogadores afinou o relacionamento e transformou a comissão técnica da seleção brasileira, antes sempre personalista na figura do treinador, em um grupo de pessoas qualificadas e com divisão de tarefas. O coordenador do processo é Edu Gaspar.