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Douradina - MS, terça-feira, 22 de maio de 2018

Falsificadores de cheques agiam em Mato Grosso do Sul e mais oito estados

Grupo foi preso em ação da Polícia Civil de Curitiba, no Paraná

Publicado em: 19/04/2018 às 10h34

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Materiais utilizados pelos criminosos na falsificação. - Divulgação

Quadrilha envolvida na clonagem de cheques que agiu em Mato Grosso do Sul, Paraná e mais sete estados, foi presa  durante operação desencadeada pela Delegacia de Estelionato (DE) de Curitiba (PR), na terça-feira. Um homem, de 47 anos, é apontado como líder do bando e foi detido em casa, na cidade de Guarapuava (PR). Estima-se que em pelo menos seis meses a associação criminosa, por meio da fraude, obteve a quantia superior a R$ 1 milhão.

Além do líder, outras quatro pessoas suspeitas de integrar o bando também foram detidas ao longo da operação. As investigações iniciaram há cerca de seis meses, depois que a especializada realizou a prisão de uma mulher suspeita de aplicar um golpe bancário, descontando cheques clonados. A partir desta prisão, com base nas informações, foi possível identificar o envolvimento de outras pessoas. 

De acordo com investigações, o bando conseguia os cheques originais de diversas formas, uma delas era a compra com pessoas (normalmente idosas) que estavam em filas nos caixas eletrônicos.  Os cheques originais eram enviados para o líder da quadrilha, preso em Guarapuava, que por ser publicitário e desenhista, refazia os cheques com perfeição, adulterando os valores, código de barras e número de série. 

“Em seguida, os cheques eram enviados para outros membros do bando que tem a função de apresentá-los nos caixas para o desconto”, explicou a delegada-adjunta da DE, Vanessa Alice. Conforme a delegada, os crimes iniciaram em Curitiba, mas o bando também atuou nos Estados de Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Mato Grosso,  Rondônia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, além de Mato Grosso do Sul e em várias cidades do Paraná. 

“Somente nesses seis meses de investigações, estima-se que a quadrilha obteve a quantia de R$ 1 milhão”, lembra a delegada.  As investigações apuraram também que Batista orientava os demais membros do grupo e possuía um vasto conhecimento sobre operações bancárias e falhas nos sistemas antifraude dos bancos.  Ao todo foram cumpridos nove mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão domiciliar.

Foram apreendidos diversos documentos falsos, cheques clonados (em processo de confecção), apetrechos para a falsificação, bem como computadores, impressoras de alta resolução, um automóvel BMW e uma caminhonete Hilux. Os suspeitos responderão pelos crimes de estelionato, falsificação de documento público, associação criminosa e falsidade ideológica. Todos permanecem presos à disposição do Poder Judiciário.