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Douradina - MS, terça-feira, 22 de maio de 2018

Para atrair investimentos, prefeitura amplia polos empresariais locais

Meta é aprovar ao menos 50 novos negócios incentivados até dezembro

Publicado em: 30/04/2018 às 12h57

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Capital já se prepara para receber os novos centros empresariais - Valdeni

Com a meta de aprovar ao menos 50 novos negócios incentivados para Campo Grande até o fim deste ano, em sua maioria com doação de área pública, a prefeitura da Capital tem, atualmente, 60 áreas disponíveis para empreendimentos nos quatro polos empresariais da cidade e o desafio de aumentar a oferta de espaços públicos para novos investidores até o ano que vem, diante do crescente interesse de empresários em voltar a investir na cidade. 

 

Como parte desse plano de ação, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Turismo e Agronegócio (Sedesc) projeta tirar do papel, até o primeiro trimestre de 2019, dois novos polos empresariais, que deverão dobrar a capacidade atual de terrenos para empreendimentos: o Sul, situado na região das Moreninhas (na saída para São Paulo) e atualmente depende de licença ambiental para ser destravado; e o segundo na saída para Sidrolândia, no entorno do Jardim Tarumã. 

 

Hoje, a Capital já dispõe dos polos empresariais Oeste (Conselheiro Nelson Benedito Netto), na saída para Aquidauana, no Distrito de Indubrasil; o Norte (Miguel Leteriello), na saída para Cuiabá; e o Paulo Coelho Machado (no Jardim Canguru). No entanto, de acordo com informações do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Luiz Fernando Buainain, o único polo onde ainda há áreas disponíveis é o Oeste (o maior deles, com 234 hectares e 153 lotes).

 

“São 45 lotes à disposição para investimento, e já temos 15 empresas que tiveram seus projetos aprovados, tanto pelo Codecon (Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico) quanto pela Câmara Municipal, mas não desenvolveram o projeto e, com diálogo, eles devolveram espontaneamente essas áreas, que serão somadas aos demais lotes que temos à disposição da sociedade”, explicou.

 

Além dessas 60 áreas disponíveis, segundo o secretário, a prefeitura está atualmente com outras 25 áreas em processo de retomada, mas que dependem de trâmites legais para o cancelamento do processo, já que houve assinatura de termo de compromisso.

 

“Estamos conversando com esses empresários, que, motivados pela crise de 2015, 2016, 2017, não conseguiram dar continuidade nos seus empreendimentos. Alguns deles nós conseguimos, são nove que retomaram os seus empreendimentos, e estamos conversando com mais uns seis ou oito que a gente quer que eles continuem o projeto, pois são projetos interessantes para Campo Grande”, destacou.

 

NOVOS POLOS

 

Em três meses, frisa o titular da Sedesc, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Codecon) aprovou nove projetos para instalação de empreendimentos em Campo Grande, somando R$ 25 milhões em investimentos e com a estimativa de gerar 200 novos empregos na Capital; até o fim do ano, a meta é aprovar mais 50 novos empreendimentos. “Se esse número se confirmar, ficarão muito poucos lotes à disposição dos investidores que nos procuram, por isso estamos com os projetos de expansão”, enfatizou.

 

No caso do Polo Sul, prosseguiu, são 45 hectares na região das Moreninhas, no entroncamento da BR-163 com a MS-040, sendo 25 hectares para nove lotes, destinados a empresas com ramos de atividade diversos; e 20 lotes para empresas do segmento de transportes, onde ficará concentrada a Cidade dos Ônibus.

 

“Esse projeto já vinha caminhando há alguns anos, mas precisa ser regularizado. Para ser instalado, necessita finalizar o projeto da infraestrutura de acesso – nós temos conversado com a CCR (CCR MS Via, concessionária da rodovia BR-163 em Mato Grosso do Sul) sobre o acesso ao polo – e o outro ponto são as licenças ambientais, que nós estamos lá para fazer o EIA-Rima, que é o estudo de impacto ambiental”, explicou.  

 

Quanto ao estudo, o prazo para realização ainda depende do trâmite em outras secretarias, como a Sisep (de Infraestrutura e Serviços Públicos), a Semadur (de Meio Ambiente e Gestão Urbana) e Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano). De acordo com o secretário, o próprio sindicato das empresas de transporte já se colocou à disposição e a expectativa é de que ainda neste ano o processo seja concluído, seja por forma de licitação, seja com apoio da iniciativa privada.

 

Serão 38 lotes, com metragem a partir de 5 mil metros quadrados cada, em uma área de 62 hectares. Com o novo polo, 50 novos empreendimentos poderão iniciar atividades na Capital.