NARRATIVAS QUE (RE) CONTAM A HISTÓRIA DE DOURADINA-MS - DOURADINA NEWS - 5 ANOS NA LIDERANÇA!

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Douradina - MS, domingo, 19 de agosto de 2018

NARRATIVAS QUE (RE) CONTAM A HISTÓRIA DE DOURADINA-MS

Publicado em: 07/05/2018 às 12h45


Prof° Nelson Mestre em História pelo PPGH/UFGD-

NARRATIVAS QUE (RE) CONTAM A HISTÓRIA DE DOURADINA-MS
 

Nelson de Lima Junior

Graduado em História pelo UFMS-CPNA

Mestre em História pelo PPGH/UFGD

Professor da Educação Básica

APRESENTAÇÃO

O presente artigo é resultado de um trabalho de campo realizado pelos alunos da Escola Estadual Barão do Rio Branco no ano de 2016 e escrito pelo Professor Nelson de Lima Junior. Não buscamos aqui construir uma História de Douradina, mas contar outras histórias de pessoas comuns que vão para além da história oficial. Aqui também não nos atemos a ocupação indígena do município de Douradina, embora tenha uma grande importância para a construção indenitária da região, pois não é nosso objeto de estudo. O texto construiu-se por meio das narrativas orais, gravadas pelos alunos e transcritas e problematizadas pelo professor. Acreditamos que se faz necessário pensar a história local, bem como valorizar os sujeitos históricos que fizeram e fazem parte da mesma. Uma boa leitura a todos e todas!

INTRODUÇÃO

O município de Douradina, localizado no sudoeste do Estado de Mato Grosso do Sul, à 197 km da capital do estado comemora em 12 de maio seus 38 anos de emancipação politica. Sua história esta entrelaçada a Colônia Agrícola Nacional de Dourados, tendo a terra como ponto de partida. Assim por meio de narrativas orais, buscamos aqui construir uma “teia” de memórias que desembocam na história deste território que iniciou seu desenvolvimento na década de 1950, quando ainda pertencia ao município de Dourados-MT. Sendo que os primeiros migrantes vindos da região nordeste, bem como dos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, iniciaram a compra e vendas de lotes e glebas de terra por volta de 1952.

Nas narrativas de diversos migrantes, tidos como “desbravadores”, observamos que o anseio pela terra foi o motivo principal para o deslocamento como afirma o senhor Severino Silva “o motivo pra conseguir terra, porque na época o finado Getúlio Vargas tava cortando, loteando terra, então meu pai soube e ele veio pra cá e conseguiu essa geba de terra aqui”. Neste mesmo sentido que a senhora Zenaide relatou “meus pais eram agricultores, trabalhavam na roça”. História semelhante à do professor Reginaldo Maciel, onde diz “meu pai comprou um sítio aqui onde mora ate hoje”.

No desenrolar da história de Douradina, observamos ainda outras narrativas, como a do senhor Pio, que ao ser questionado sobre a sua vinda para este território citou “o negócio é o seguinte, eu vim trabalhar com meu irmão aqui na fazenda pra lá de Dourados, depois vim trabalhar com meu cunhado que ele comprou uma área aqui”. O mesmo foi mencionado pela senhora Alnelita Damaceno, quando diz “a gente morava numa fazenda e daí o fazendeiro comprou uma fazenda aqui e trouxe a gente pra cá, a gente veio com o mesmo patrão de lá para trabalhar aqui né”. Observamos nas duas narrativas que a busca pelo trabalho como forma de sustento familiar foi um fator determinante no deslocamento.

“DOURADINA” NO CONTEXTO DA ERA VARGAS
 

A ocupação das terras devolutas no contexto da Marcha para o Oeste Procede do discurso de Vargas a afirmação de que a conquista da brasilidade seria ultimada através da interiorização do país: “O verdadeiro sentido da brasilidade é a marcha para oeste” (Lenharo, 1985. p.56).

A Marcha para o Oeste idealizada durante o Governo do Estado Novo pelo presidente da República Getúlio Vargas (1937 a 1945), teve como objetivo impulsionar o povoamento das fronteiras do Oeste e formar novas colônias agrícolas nacionais no interior do País. Muito discutida na historiografia brasileira por historiadores a “Marcha para o Oeste” é vista de um lado como algo mítico e ideológico como Cassiano Ricardo em sua Obra a Marcha para Oeste (1940), e outros que apontam apenas o interesse econômico como fator determinante podendo citar Otávio Guilherme Velho que debate a ideia de “capitalismo autoritário”.

No entanto, Alcir Lenharo (1985), por sua vez nos traz uma discussão mais abrangente sobre o período teorizando sobre a ideia de ocupação territorial e nacionalismo que a proposta estadonovista colava. Para o autor: A conquista do oeste significava para o regime a integração territorial como substrato simbólico da união de todos os brasileiros.

A ocupação dos vazios significava não simplesmente a ocupação econômica da terra, transformada em geradora de riquezas; sua pretendida ocupação seria procedida de maneira especial, a ponto de fixar o homem a terra através de métodos cooperativos, que redimensionassem as relações sociais, de acordo com a orientação política vigente.

A transformação do oeste conquistado era também apreciada como suporte de sustentação para o “novo” implantado nas cidades, e sua extensão para o campo era tida como um movimento natural e inerente de acabamento da nova ordem estabelecida. (LENHARO, 1985, p. 18).

Um dos fatores que levaram Vargas a difundir esta ideia foi a preocupação sobretudo com êxodo dos campos e o superpovoamento dos centros urbanos. Neste tocante Lenharo (1985) concorda com o pressuposto de que “o êxodo em massa deterioraria o valor do trabalho urbano e ameaçaria os níveis de consumo da população trabalhadora”.

Nota-se que em vários pronunciamentos feitos por Vargas apresentam a proposta de fixar o trabalhador a terra, ou seja, a pequena propriedade rural, que vinham sendo sufocadas pelos grandes latifúndios baseados na monocultura de exportação. Todavia, cabe salientar que esta ocupação dos chamados sertões não era apenas uma forma de assegurar a integração nacional para um Presidente Populista, mas também havia um jogo de interesses econômicos, como aponta Lenharo: O Estado Novo viera, portanto, para orientar economicamente o país, neutralizar os efeitos dissociadores, afastar os problemas secundários limpando o caminho principal da integração das ilhas econômicas, através do alargamento do mercado interno.

O Estado Novo viera para ampliar a diversificação da produção, agrupar os núcleos econômicos através de um sistema de transportes, desta forma, assegurar um poderoso vigamento á unidade nacional. (LENHARO, 1985, p. 26). Nischikawa (2012) defende a teoria de que a ideia de “sertão” e “vazio demográfico” é uma invenção de cunho ideológico, criadas em espaços simbólicos e dicotômicos, pois o “sertão” fisicamente não existia, haja visto que a essa atribuição ou significado provem sempre do outro, o longe. Porém na historiografia brasileira esta definição de sertão é empregada em duas hipóteses sendo a primeira atribuída pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como “uma das subáreas nordestinas, árida e pobre, situada a oeste das duas outras, a saber, agreste e zona da mata” (NISHIKAWA, 2012, p. 61).

Já no contexto do Estadonovista este termo convém para indicar espaços de terras vazios e desabitadas. Dentro deste contexto vão surgir entre 1937 e 1945 às primeiras colônias agrícolas nos locais indicados como sertões, podendo citar os Estados de Goiás, Amazônia e Mato Grosso, sendo submetidas diretamente ao Ministério da Agricultura. Deste modo “as colônias agrícolas nacionais foram pensadas como verdadeiras “autarquias”, replicas, em miniatura, do mercado nacional, microssomos econômicos do país” (LENHARO, 1985, p. 47).

Caio Prado Jr, por sua vez, argumenta que o país precisava ser “recolonizado” por meio da divisão das grandes propriedades e da redistribuição das terras já exploradas. É notável como o autor atribui o termo “recolonizado”, que nos faz ater a outra discussão a questão indígena, ou seja, parte dessas terras que eram consideradas vazias já foi ocupada por índios, no entanto não faremos colocações mais a fundo.

Desta forma, empresas de colonização particulares começam a adquirir terras das Colônias Agrícolas com o intuito de colonizá-las, haja visto que a “Marcha para o Oeste” era uma política de estimulo á ocupação do interior do Brasil. Alcir Lenharo (1985) sobre colonização salienta que: [...] a colonização exige não mecanismos burocráticos, mas, ao contrario, organizações ágeis, com capitais, e, particularmente, com espírito de iniciativa e sacrifício por parte dos seus dirigentes e essas qualidades, assegura, só podem surgir nas livres atividades. (LENHARO, 1985, p. 45). Em complementação a esta ideia de Lenharo, Nishikawa (2012) argumenta que colonizar é, sobretudo, povoar, governar e proteger.

No entanto, as companhias de colonização particular pensavam apenas nos lucros e na garantia de status, sendo esta maneira de colonizar consideradas por alguns autores como “colonização econômica”, algo totalmente contrário ao que o Estado Novo pregava. Gregory (2002) afirma que dentro do contexto da “Marcha para o Oeste”, o Brasil desencadeou um processo de colonização e de ocupação, que favoreceram na criação e no estabelecimento de companhias madeireiras e de colonização nacionais que adquiriam suas terras.

Dentro deste contexto também surgem novos sujeitos históricos, os chamados pioneiros que eram pessoas bem-sucedidas, que agiam como elementos de atração para impulsionar a migração de alguns grupos para a nova região. Neste contexto, o senhor Severino Silva citou “ Luiz Zahran, José Manoel da Silva, João Francisco Janos, Abraão Nunes Cerqueira, Firmo Inácio da Silva, Abílio Janos e José Nunes de Andrade”, como primeiros moradores deste território, sendo proprietários de lotes rurais adquiridos da Colônia Agrícola Nacional de Dourados. Já o senhor Reginaldo Maciel exaltou a influência migratória, ao descrever que vieram “nas décadas de setenta, nordestinos, gaúchos, paulistas e foram desbravando, foram plantando soja, trigo”.

AS PRIMEIRAS IMPRESSÕES
 

Acerca dos primeiros contatos com o local, podemos observar diferentes impressões:

1952 A impressão foi ruim né, porque a gente chega, só tinha mata e mora dentro da mata. Nóis chegou aqui em 1952. Morava num garpãozinho de sapé e tudo era mato isso aqui e em outro momento da entrevista onde diz “aqui era sertão”. (Severino Silva).

1970 Douradina no início era só mata, só apreciavam mata, Bocaja mesmo era só mata fechada. (Norma Eliceche).

1970 Era bem pequena, só tinha um botequinho e casinha bem pouquinha, só tinha aquela rua principal ali, só aquela principal, onde hoje é o Zé Goiaba e loja só tinha do senhor Toninho de roupa, de pano e uma barbearia. (Cecilia do Nascimento Silva).

1976 Cidadezinha era fraquinha, quando cheguei aqui, depois foi aumentando mais [...] não era bem estruturada, não tinha nada de asfalto, só terra. Era um povoadozinho [...] a maioria das casas era de madeira. (Pio)

1976 Era uma cidadezinha menor do que é hoje, não tinha asfalto, difícil, tinha muita dificuldade. (Reginaldo Maciel)

1982 Eu achei a região agrícola muito boa, terra plana, e eu fiquei gamado por essa região. (Paulo Picioni).

1986 Um lugar bom, gostoso de se viver né (Fatima Ap. Carpes Melo).

1988 Douradina naquele tempo era de terra, não tinha asfalto, não tinha nada. (Alnelita Damaceno Pereira).

Um lugarzinho bem pobre, bem pequeno, mas bem aconchegante, bom pra se viver. (Zenaide).

DO COTIDIANO LOCAL

Após a ocupação deste território e desenvolvimento agrário, Douradina surge em 1956 como Distrito de Dourados, pertencente ao Estado de Mato Grosso. Como narra o senhor Severino “o desenvolvimento daqui foi que começou a chegar os colonos, começaram a tirar os terrenos, receberam terra, foram chegando, fazendo moradia, aí foi indo até que chegou ao ponto de se reunir, sentar e foram discutir pra formar a cidade no ano de cinquenta e seis”.

Do cotidiano do pequeno povoado ressaltamos a relação com a terra, presente em várias histórias contadas. Podendo citar, como exemplo a do senhor Severino quando questionado sobre o dia-a-dia em Douradina mencionou “era mexer com a terra né, plantando roça”. Cotidiano semelhante aos dos pais do senhor Reginaldo “meus pais sempre foram da roça, tirando leite, cuidando e vacas, plantando roça”.

Para além do trabalho, percebemos as relações sociais construídas entre a pequena população, voltadas para o compadrio, rodas de conversas, religiosidade, brincadeiras, entre outras. Relações estas percebidas nas narrativas abaixo:

A diversão era ir pra casa dos amigos conversar (Severino Silva)

As festas que tinha aqui era da igreja ( Pio)
 

Há, era muito bom, aquelas festas, aquelas quermesses na praça, era muito divertido e hoje já não tem mais isso né. Tinha baile na poli, a gente vinha do sitio de a pé, aquela renca de gente, todo mundo animado, era muito bom. (Geani).

As festas eram de igreja e dos veteranos que começou né. (Fatima Ap. carpes Melo).

Douradina tinha festas juninas que depois passaram a ser agostinas e as festas da igreja. (Reginaldo Maciel).

Eu tive uma infância muito boa, divertida, na época que eu morei lá na quarenta e quatro, num sitio que tem lá até hoje, na época a gente, era criança pequena e se divertia muito nos cafezais, naquela época as brincadeiras era muito tranquila [...] gostava de roubar goiaba, diversão pura, a gente só sabia brincar e brincar. (Zenaide).
 

As relações sociais colaboraram para o fortalecimento da conquista de sonhos na pequena Douradina, uma vez que o fortalecimento dessas relações culminou no desenvolvimento do Distrito. Para o senhor Severino, ao ser indagado sobre o desenvolvimento da região “[...]começou a chegar os colonos, tiraram o terreno, receberam terra, foram chegando, fazendo moradia, aí foi indo até chegar o ponto de se reunir, sentar e foram discutir pra formar a cidade no ano de cinquenta e cinco, cinquenta e seis”. Já a senhora Norma Eliceche mencionou que o desenvolvimento só foi conquistado por meio da agricultura e luta de homens e mulheres, sendo solicitado pela própria comunidade Distrital a emancipação do município e passando a organização de luta, discussões políticas por parte das lideranças locais.
 

É HORA DE EMANCIPAR!

Após 24 anos da chegada dos primeiros colonos, iniciou-se o processo de luta pela emancipação político-administrativa. Assim “no ano que o Prefeito João Câmara atuava em Dourados, então sentaram e discutiram como fazia para formar município, aí acharam por bem, o município emancipar isso aqui Douradina a município”. O município de Douradina foi criado pela lei n°78 de 12 de maio de 1980. Acredita-se que o nome foi uma homenagem a cidade de Dourados.

O QUE SIGNIFICA MORAR EM DOURADINA?
 

Pra mim o que representa aqui, pra mim é bom, porque eu posso dizer que é minha terra natal né, eu vi aqui crescer, eu passei a minha infância aqui e já to na minha velhice aqui. Eu me acho empolgado por que aqui é minha terra natal né e eu não tenho outro lugar melhor no mundo do que aqui. (Severino Silva).

Continua sendo uma cidade pequena, mas temos uma grande vantagem, estamos perto de uma cidade considerada grande, a segunda maior cidade do estado que é Dourados. É uma cidade pequena, mas você anda trinta e cinco quilômetros e já esta em Dourados. (Reginaldo Maciel).
 

Douradina representa o meu tudo porque foi aqui que eu nasci e me criei. (Zenaide).
 

Douradina pra mim é uma cidade tranquila, sem muito problema, muito boa pra se morar. (Paulo Picioni).
 

CONSIDERAÇÕES FINAIS
 

Aqui não finalizamos as discussões, mas abrimos para que outras histórias possam ser contadas, (re) contadas e vivenciadas. Não buscamos construir um texto apegado as normas cultas, mas um escrito que proporcionasse uma leitura tranquila. As falas foram transcritas da forma com que nossos agentes históricos disseram.
 

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
 

ALBERTI, V. 2004. Manual de História Oral. Rio de Janeiro: Editora FGV.

ALBUQUERQUE JR. Durval Muniz. O Objeto de fuga: algumas reflexões em torno do conceito de região. Fronteiras, Dourados, MS, v. 10, n. 17, p. 55-67, jan./ jun. 2008.

ARRUDA, Gilmar. Cidades e Sertões: entre a história e a memória. Bauru - SP: EDUSC, 2000.

BARROS, José D’ Assunção. O Projeto de Pesquisa em História: da escolha do tema ao quadro teórico.8ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.

GRAÇA FILHO, Afonso de Alencastro. História, Região & Globalização. Belo Horizonte: Autentica Editora, 2009.

GREGORY, Valdir. Os eurobrasileiros e o espaço colonial: migrações no oeste do Paraná (1940-70). Cascavel - PR: EDUNIOESTE, 2002.

LAVERDI, Robson. Tempos diversos, vidas entrelaçadas; trajetórias itinerantes de trabalhadores no extremo-oeste do Paraná. Curitiba: editora, 2005, 341p.

LENHARO, Alcir. Colonização e Trabalho no Brasil: Amazônia, Nordeste e Centro-Oeste. Campinas: Editora da Universidade Estadual de Campina (UNICAMP), 1985.

MARTINS, Marcos Lobato. História Regional. In: PINSKY B. (org.). Novos temas nas aulas de História. São Paulo- SP: Contexto, 2009.

POLLAK, Michel. Memória, Esquecimento, Silencio. In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol.2 n.3, 1989, p.3-15.

PORTELLI, Alessandro. O que faz a história oral diferente. Trad. Maria Therezinha Janine Ribeiro, Proj. História, São Paulo, 1997.

VIEIRA, Maria do Pilar de Araujo. A pesquisa em história. 5. Ed.- São Paulo: Ática, 2007.

 

 FONTES ORAIS

Severino Silva

Senhor Pio

Reginaldo Maciel

Zenaide

Norma Eliceche

Paulo Picioni

Alnelita Damaceno Pereira

Marcos Antônio de Oliveira

Cecilia do Nascimento Silva

ALUNOS ENVOLVIDOS

Caio Eduardo Melo

Ana Carolina da Silva

Bruna Sthefany dos Santos Paixão

Helena Carolina Fernandes da Fonseca

Rozaine Alves Soares

Cassio Lima Aredes

Paulo dos Santos Cardoso Junior

Ana Clara Assunção da Silva

Kassiany Zomerfeld Oliveira

Matheus Henrique Ferreira Oliveira

José Leonardo Benagio Campos

Milena Matos

Geovana Hevelyun Oliveira Rodrigues

Rodrigo Piccioni Brignoni

Caio Magno Marques Souza

Luan Carlos Carpes Silva

João Vitor Lorenzi da Rosa

Willian Bispo dos Santos

Jin Bok

Thais Tavares Nieri

Julyane Gomes Barros