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Douradina - MS, domingo, 21 de outubro de 2018

Hospital de Cirurgias não funciona de acordo com a capacidade

Publicado em: 06/06/2018 às 07h21

douradosagora

Hospital de cirurgias em Dourados

O Hospital Regional de Cirurgias da Grande Dourados, que entrou em atividade no dia 2 de maio, não tem funcionado dentro de sua capacidade. A expectativa era a de que fossem realizadas 220 cirurgias por mês, no entanto, problemas burocráticos têm emperrado a realização das atividades. O Hospital teria como objetivo desafogar a grande lista de espera de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que aguardam há anos por cirurgia.

Voltado a cirurgias de baixa e média complexidade, o hospital conta com 27 leitos e tem como proposta oferecer atendimento em sete especialidades: urologia, ortopedia, ginecologia, otorrinolaringologia, oftalmologia e cirurgia geral. Além disso, a unidade ainda dispõe de exames de raio-x, eletrocardiograma, ultrassom, endoscopia e colonoscopia.

O agendamento das cirurgias eletivas é feita pelo SUS, através de sistema eletrônico onde os médicos cadastram os pacientes. O problema é que no município de Dourados e de outras cidades da região, os profissionais utilizam um determinado programa, diferentemente do Estado. Por conta disso, uma série de procedimentos que já deveriam ter sido cadastrados para realizar cirurgias ainda aguardam a resolução de trâmites burocráticos.

O vereador Pedro Pepa, da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Dourados, participou de um encontro com representantes da Secretaria Estado de Saúde, há cerca de 20 dias, onde foi discutida a disponibilização de profissional médico para auxiliar no processo de cadastramento de pacientes no programa do Estado. Pouco mais de um mês se passou desde a abertura do hospital e as poucas cirurgias realizadas não têm sido vista como esperança de desafogar a saúde pública no sul do Estado.

Segundo Pepa, um dos maiores gargalos da saúde é a realização de cirurgias ortopédicas e oftalmológicas, procedimentos que, segundo ele, o Hospital de Cirurgias não deve cumprir. "O que mais precisa é de cirurgias de joelho, de ombro, do quadril, além de problemas relacionados à visão", explica o vereador. "E o hospital tem como proposta realizar procedimentos simples, que qualquer outra unidade é capaz de fazer", disse o vereador. "Isso precisa ser revisto", alertou.

O Hospital Regional de Cirurgias da Grande Dourados tem sido emblemático. Localizado na rua Coronel Ponciano com Avenida Weimar Gonçalves Torres, no antigo prédio do Hospital São Luiz, foi inaugurado em dezembro de 2015 e fechou em novembro de 2016 após infiltrações no forro. Na época foi administrado pelo Hospital Evangélico.

Agora quem gerencia é a organização social Gamp (Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública), contratada através de licitação pelo governo de Mato Grosso do Sul e que vai receber R$ 716 mil por mês para administrar a unidade.

A reportagem entrou em contato com as assessorias do governo do estado e da empresa Gamp, para obter o número de procedimentos realizados até agora e quando o hospital funcionará em sua totalidade, mas até o fechamento deste material não obteve resposta.