Ex-agricultor familiar, chefe do PCC é executado a tiros na fronteira - DOURADINA NEWS - 5 ANOS NA LIDERANÇA!

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Douradina - MS, terça-feira, 23 de outubro de 2018

Ex-agricultor familiar, chefe do PCC é executado a tiros na fronteira

'Cupim' chefiava esquema de tráfico de maconha em veículos de luxo

Publicado em: 08/08/2018 às 07h24

correio do estado

Policiais fazem o cerco em torno do corpo de 'Cupim' após o crime - Foto: Capitan Bado

Ex-morador de assentamento rural em Nova Andradina e integrante dos movimentos pela agricultura familiar, Edinei Pedroso de Moraes, 36 anos, foi executado com tiros de pistola calibre ponto 9 milímetros na tarde da última segunda-feira (6), em uma rua da periferia de Capitán Bado, cidade paraguaia nafronteira com Mato Grosso do Sul. Em novembro de 2014, o Ministério Púbico Estadual apontou que 'Cupim', como era conhecido, trocou a enxada pelo crime organizado: liderava quadrilha que transportava maconha do país vizinho ao Estado em carros de luxo.

De acordo com o relatório da época do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), 'Cupim', que conseguiu fugir de operação montada para a prisão de seus comparsas, foi descrito como "extremamente violento e perigoso" e seria o responsável do Primeiro Comando da Capital (facção criminosa que controla o tráfico de drogas e armas na fronteira) por ordenar roubos, assassinatos e latrocínios (morte em assalto), seja de inimigos ou simplesmente para levantar caixa e manter o esquema de tráfico funcionando.

Segundo a polícia paraguaia, 'Cupim' foi morto enquanto dirigia um Fiat Toro branco de quatro portas, com placa de Brasília (DF). O autor estaria em uma moto azul e estaria usando touca para esconder o rosto.

Conforme o Correio do Estado apurou, o ex-agricultor mantinha a sede de suas operações na cidade paraguaia há pelo menos sete anos. Em 2014, o Gaeco chegou a pedir ajuda à Interpol (polícia internacional) para capturá-lo. São pelo menos seis mandados de prisão expedidos pela Justiça brasileira, a maioria em decorrência da operação desencandeada naquele ano.

As polícias brasileira e paraguaia ainda apuravam as motivações do crime até a publicação desta matéria. Não está descartado que seja ordens da própria liderança da facção, e disputa pelo controle das rotas do tráfico.