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Douradina - MS, sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Sem investir em UTIs, planos ocupam vagas da rede pública

As maiores operadoras privadas não mantém nenhuma vaga própria de leito intensivo neonatal e pediátrico

Publicado em: 21/08/2018 às 07h12

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Felipe veio de Nova Alvorada do Sul com a filha - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

Planos de saúde mantém apenas dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal em Campo Grande e outros três em Dourados. Com a pouca quantidade disponível, quem paga pelo serviço particular, também acaba dependendo do Sistema Único de Saúde (SUS) para cuidar dos recém-nascidos. Assim, na rede pública são 50 leitos, que nem sempre são suficientes para atender a demanda gratuita e privada.

Quando se tratam de crianças que têm entre 28 dias de vida até 12 anos de idade, a situação é ainda pior, porque os planos não mantém nenhuma vaga de UTI para esse público no Estado, recaindo a demanda, novamente, sobre a rede pública, que disponibiliza 33 leitos pediátricos. Unimed e Caixa de Assistência dos Servidores do Estado do Mato Grosso do Sul (Cassems) não têm nenhum leito próprio de UTI neonatal ou pediátrica.

“Já aconteceu de todas as vagas estarem ocupadas e o recém-nascido prematuro que precisa do leito ter que ficar aguardando em Pronto Socorro, quando vem do interior, ou no hospital onde nasceu quando já está em Campo Grande. É difícil, pois esses bebês têm estado de saúde delicado e precisam de cuidados específicos, aparelhos e ficar em assim não é ideal, é grave”, explica a médica intensivista neonatal Silvia Nakashita, responsável pela UTI Neonatal do Hospital Universitário (Humap-UFMS).