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Douradina - MS, sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Campanha política tem cenário nas ruas bem diferente de 2014

Publicado em: 28/08/2018 às 07h39

douradosnews

Canteiros limpos e propagandas ‘corporais’ tímidas são partes do cenário da corrida política de 2018, nesta segunda quinzena de agosto, em Dourados. O Dourados News esteve na área central da cidade e levantou a diferença no visual das vias entre a campanha atual e a da 2014 (que também foi de eleições gerais) junto a estabelecimentos comerciais instalados por décadas na avenida Marcelino Pires. 

Comerciantes apontam que até o momento, a principal avenida da cidade não conta com poluição visual e dizem que os políticos e seus apoiadores não tem feito contato com a população e os comerciantes em grupo como era de costume em anos anteriores. 

A medida que proibiu cavaletes em corrida eleitoral é lei estabelecida em 2015.  O texto consta no artigo 14 que “Nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público, ou que a ele pertençam, e nos bens de uso comum, inclusive postes de iluminação pública, sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos, é vedada a veiculação de propaganda de qualquer natureza, inclusive pichação, inscrição a tinta e exposição de placas, estandartes, faixas, cavaletes, bonecos e assemelhados (Lei nº 9.504/1997, art. 37, caput)”. 

Em 2014, quando a lei não era válida ocorria a ‘competição’ de cavaletes nos canteiros centrais. O Dourados News relatou a situação na época. O meio de divulgação era líder em denúncias de irregularidades. 

Luís Lenes, comerciante, 67, é proprietário de um estabelecimento há 30 anos na avenida Marcelino Pires. Ele critica bastante a antiga forma de fazer política e na opinião dele, os comércios ficavam escondidos em meio a tantas publicidades. Ele é enfático ao citar que a lei aplicada neste ano “vai marcar a história do país sendo uma política mais limpa, sem calçadas e ruas poluídas e com menos dinheiro correndo”. O atendente de farmácia Edivaldo Costa trabalha em um ponto na avenida há 20 anos. Para ele, a ausência dos cavaletes deixa a cidade com um aspecto muito mais bonito, sendo que os mesmos não contribuíam para o processo de formação de opinião do eleitor. 

“É muito mais agradável uma cidade sem a poluição visual da política. Os cavaletes concorrendo espaço nas vias praticamente um ‘em cima’ do outro na minha opinião só servia para confundir mais o eleitor. Sem esse apelo o eleitor se coloca mais na posição de pesquisar na minha visão, é bem mais produtivo”, citou. 

O comerciante Takeo Yamaki, está instalado em um ponto há 38 anos na avenida Marcelino Pires. Para ele, a lei de 2015 traz mais tranquilidade para trabalhar para os comerciantes na área central. 

“Em 2016, já foi diferente e agora está ‘limpo’ novamente é mais bonito, mostra mais respeito com os comerciantes e até com a própria população. Não tem aquela poluição em frente aos locais e tem mais respeito para se abordar atualmente, dá para trabalhar mais tranquilo na época da corrida eleitoral”, diz. Mesmo com o pouco tempo de campanha, as ‘andanças’ e distribuição de panfletos em Dourados ainda são tímidas pelos políticos na cidade, conforme acompanhado pelo Dourados News desde o início das ações.

Adesivos em veículos e em portões manifestam as intenções de populares em vários pontos da cidade. Anteriormente os muros e outdoors eram ferramentas utilizadas pela população e pelos políticos para divulgação de nomes ao pleito, medidas também proibidas pela lei em 2015.