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Douradina - MS, quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Polícia prende 'Braço direito' de condenado por morte de advogado

Publicado em: 06/09/2018 às 07h04

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Criminoso já detido na Deco. - Crédito: Divulgação

Foragido por tráfico de drogas, Braz Edson Nunes Avila, de 33 anos, o "Bra do PCC", foi preso por policiais da Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado), nesta quarta-feira, dia 05 de setembro, em um campo de futebol do Bairro Centenário em Campo Grande.

Segundo o site Campo Grande New, o criminoso também é apontado como o braço direito de Paulo Eduardo Nepomuceno Alves, o "Peréu do PCC", que cumpre pena por tráfico e a 20 anos de prisão no Presídio de Segurança Máxima da Capital pelo assassinato do advogado William Maksoud Filho, ocorrido ainda em 2006. Os dois criminosos tem ficha extensa no tráfico de drogas sobre o comando da facção criminosa.

Execução

“Peréu” teria fornecido as armas usadas para executar o advogado criminalista Willian Maksoud. O crime aconteceu no dia 5 de abril de 2006, em Campo Grande. O advogado trabalhava no escritório quando outro acusado, Edson Ferreira entrou, se passou por cliente e rendeu o segurança. Rafael Carlos Mosqueda, conhecido como Rafinha, então entrou e deu três tiros de pistola em William.

O advogado foi socorrido e encaminhado para a Santa Casa da Capital, mas morreu dias depois. Doze pessoas foram denunciadas por envolvimento com o crime, mas, somente quatro foram pronunciadas. Três foram a júri popular.

Edmilson dos Santos Pires foi condenado a 26 anos de prisão; Edson Ferreira, o Rato, a 23 anos e oito meses de prisão, e Paulo Eduardo Nepomuceno Alves, o Peréu, a 20 anos.

A execução foi encomendada pela facção depois que Willian advogou para o PCC (Primeiro Comando da Capital), recebendo uma caminhonete GM/S-10 e cerca de R$ 100 mil para transferir um membro do grupo, Júlio César Camacho, de um estabelecimento prisional do interior para Campo Grande.

Júlio César é irmão de Marcos Willian Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como líder do PCC. À época, no entanto, o advogado não obteve êxito no caso e, em razão disso, o grupo exigiu a devolução do pagamento efetuado.

A vítima, conforme o processo, reembolsou somente cerca de R$ 30 mil, tendo por imposição do PCC que arcar com o restante da dívida mediante a prestação de serviços. Contudo, William se negou a participar do acordo e foi assassinado.