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Douradina - MS, sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Alckmin diz que prisão de Richa fragiliza PSDB

Publicado em: 11/09/2018 às 12h38

CORREIO DO ESTADO

Em entrevista após participar da sabatina da Folha de S.Paulo, UOL e SBT nesta terça-feira (11), Geraldo Alckmin (PSDB) disse que "é claro que [a prisão de Richa] fragiliza o PSDB. Todos os partidos estão fragilizados".

Entrevistado por Fernando Canzian (Folha de S.Paulo), Diogo Pinheiro (UOL) e Debora Bergamasco (SBT), no mesmo dia em que o ex-governador tucano Beto Richa, do Paraná, foi preso, Alckmin tentou mostrar que será um presidente linha dura no combate à corrupção.

"Tolerância zero e todo apoio à Lava Jato", bradou. "A lei é para todo mundo, não interessa de que partido é. Quem deve paga, é punido." Alckmin não entrou em particularidades do caso de Richa.

O candidato prometeu tipificar no Código Penal a improbidade administrativa. O próprio presidenciável tucano é acusado de improbidade pelo Ministério Público paulista por suspeita de caixa dois da Odebrecht. Ele nega.

Embolado no segundo lugar sem conseguir avançar nas pesquisas, na sabatina Alckmin se apresentou como o único candidato antipetista da disputa em sabatina.

O tucano colocou no mesmo barco do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seus principais adversários: Jair Bolsonaro (PSL), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e, claro, Fernando Haddad (PT).

"Esse desequilíbrio de contas públicas, com 13 milhões de desempregados, não começou agora. Tudo isso é irresponsabilidade do PT e dos adoradores do Lula: Ciro, sempre aliado ao PT;  Marina, 25 anos no PT; Meirelles, ministro do PT; e o próprio Haddad", disparou.

Disse que Bolsonaro é passaporte para a volta do PT. "Minha solidariedade ao Bolsonaro, mas discordo totalmente das ideias dele. Veja que ele passou 20 anos no Congresso votando do ladinho do PT, em favor das corporações. Votou contra até o Plano Real."

Para associar o MDB do presidente Michel Temer e de Meirelles ao partido de Lula, lembrou a aliança com o PT no governo Dilma Rousseff.

"Acho um horror o governo do Temer, mas quem escolheu não fui eu, foi o PT. O PT é duplamente responsável, tanto pelo desastre da Dilma quanto pelo próprio Temer", afirmou.

Para arrematar o discurso, atacou a estratégia de Lula de adiar ao máximo sua substituição por Haddad. "O PT está fazendo uma grande enganação. Sabem que Lula não vai ser candidato, sabem que Haddad será o candidato. Querem vitimizar Lula e proteger o Haddad, para ele não ter que se expor. Está errado isso."