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Douradina - MS, sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Debate em Dourados teve troca de farpas e ausência de Azambuja

Publicado em: 18/09/2018 às 11h24

douradosnews

Aconteceu na noite desta segunda-feira (17) o primeiro debate no interior entre os postulantes ao Governo de Mato Grosso do Sul na disputa eleitoral de 2018. Participaram do encontro, promovido pela rádio douradense Grande FM 92.1 na unidade I da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), os candidatos João Alfredo (PSOL), Odilon de Oliveira (PDT), Humberto Amaducci (PT), Marcelo Bluma (PV) e Júnior Mochi (MDB). 

 
Reinaldo Azambuja, governador do Estado e candidato à reeleição, não compareceu ao encontro sob a justificativa de viagem de última hora à Brasília. 

 
O debate foi dividido em 6 blocos com abordagem de temas livres e específicos. Confira como foi a abordagem de cada momento.

 
1° Bloco

 
No primeiro bloco, candidatos se apresentaram e agradeceram a oportunidade de trazer para a região da Grande Dourados suas propostas para conhecimento da população. Também foi anunciada a ausência de Reinaldo Azambuja sob a justificativa de viagem de última hora à Brasília. 

 
 
Já no segundo bloco, iniciaram-se os debates entre os postulantes seguindo temas livres. Na programação do debate, garantiu-se o sorteio dos candidatos a questionar selecionando também os respectivos respondentes. 

 
O primeiro sorteado foi o emebedista Júnior Mochi, que se dirigiu ao juiz aposentado Odilon de Oliveira (PDT) abordando o tema segurança na fronteira. Em seguida, o pedetista foi o próximo sorteado questionando Marcelo Bluma sobre a integridade de Reinaldo Azambuja (PSDB), governador e candidato à reeleição, relembrando a Operação Vostok, recentemente deflagrada pela Polícia Federal para apuração de indícios investigados nas delações da JBS. 

 
Seguindo o bloco, o terceiro candidato a questionar foi o candidato Humberto Amaducci (PT) abordando o tema saúde pública e regionalização do SUS ao emebedista Júnior Mochi. Posteriormente, Marcelo Bluma foi o serteado dirigindo-se a João Alfredo (PSOL) para discutir taxas tributárias, enfatizando o questionamento ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito).

 
 
No terceiro bloco, a programação foi destinada a questionamentos específicos e pré-sorteados, podendo ser dirigida a qualquer outro oponente. 

 
O primeiro candidato a perguntar foi Odilon (PDT) para Bluma (PV), com o tema infraestrutura. Para abordar o assunto, o pedetista ressaltou obras paradas no Estado e a qualidade da pavimentação asfáltica nos municípios e rodovias.

 
Seguindo a sequência do bloco, o próximo sorteado foi Marcelo Bluma dirigindo-se ao petista Humberto Amaducci com o tema desenvolvimento econômico. Amaducci respondeu defendendo investimentos no pequeno produtor, valorizando a força do homem do campo. Na réplica Bluma defendeu o setor turístico de Mato Grosso do Sul como fomentador do desenvolvimento econômico.

 
O terceiro candidato a perguntar foi João Alfredo questionando Júnior Mochi para assistência social, ressaltando a ausência de propostas para a mulher no plano de governo emebedista. O atual presidente da Assembleia Legislativa respondeu baseando-se em sua escolha para vice-governadoria, a ex-secretária de assistência social Tânia Garib.

 
O quarto questionamento foi um retorno de Mochi ao psolista abordando o tema segurança pública. João Alfredo defendeu investimento em tecnologia e distribuição adequada dos investimentos para o setor. Por fim, o terceiro bloco foi encerrado com crítica do candidato petista Amaducci para a proposta de Odilon de Oliveira sobre a telemedicina. O Dourados News abordou o tema na matéria sobre as propostas dos candidatos ao governo para a saúde de MS. O pedetista defendeu a proposta citando a evolução da tecnologia. 

 
 
O quarto bloco garantiu abordagem de temas livres com início com Odilon de Oliveira novamente dirigindo seu questionamento a Marcelo Bluma, abordando o tema desmatamento da Fazenda Santa Mônica, no pantanal sul-mato-grossense, novamente relembrando a operação Vostok. 

 
Em seguida o sorteado ao bloco foi Marcelo Bluma (PV) levantando o questionamento sobre a reforma da previdência na Assembleia Legislativa ao candidato João Alfredo (PSOL). João Alfredo iniciou pedindo à Mochi, presidente no legislativo estadual, o impeachment de Azambuja pela acusação durante a Operação Vostok.

 
Corrigido pela organização pelo desvio do assunto, João Alfredo lamentou o reajuste na previdência dos inativos do Estado e apontou “omissão” do legislativo.
 
 
O próximo a questionar foi João Alfredo direcionando o questionamento a Júnior Mochi, pedindo esclarecimentos para condenação por improbidade administrativa passada ligada ao período em que o emebedista administrou a cidade de Coxim. Mochi retrucou definindo a pergunta como “café requentado”, e disse ter sido absolvido por anulação da ação. 

 
Mochi ainda criticou o questionamento entre os candidatos citando os fatos relacionados ao legislativo. “Poderia ter sido feito diretamente a mim”, disse.

 
Na sequência o candidato da vez foi Humberto Amaducci (PT) dirigindo-se ao pedetista Odilon de Oliveira questionando seu combate à corrupção relembrando a denúncia contra o ex-assessor Jedeão Oliveira, que atuou com Odilon por mais de 20 anos na 1ª Vara Criminal de MS, envolvido em corrupção por desvio de dinheiro da vara.

 
Odilon defendeu-se relembrando a ação imediata de exoneração do servidor e reforçou a consideração de “vingança política”.

 
Por Mochi por o selecionado para questionar Amaducci sobre o estado crítico da saúde douradense, ressaltando o estado caótico encontrado pelo Ministério Público no Hospital da Vida. O petista avaliou como emergencial a solução que o setor precisa na região. 

 
Amaducci ressaltou a abrangência do atendimento hospital em Dourados, que recebe pacientes de mais 34 municípios da região. 

 
 
Logo no início do 5° bloco, com abordagem de temas específicos, o primeiro candidato foi Odilon de Oliveira abordando temática indígena dirigindo-se ao candidato Júnior Mochi. O emebedista criticou “omissão” do Estado sob a justificativa de responsabilidade federal e disse planejar o resgate e geração de oportunidade para o índio. Ele relembrou programas direcionados à comunidade como o Vale Universidade Indígena.

 
Na sequencia assumiu o questionamento Humberto Amaducci ao candidato Marcelo Bluma (PV) questionando as propostas para a cultura e esporte. O candidato do Partido Verde reconheceu o setor como fomentador do bem-estar social da comunidade. “A cultura é uma ferramenta fundamental e nós precisamos resgatar festivais e manifestações espontâneas pelo Estado”, afirmou.

 
O terceiro sorteado foi Mochi para Odilon, abordando o tema agronegócio relacionado à preservação do meio ambiente. O pedetista respondeu reconhecendo a importância em equilibrar o setor produtivo e a preservação ambiental. “É evidente a necessidade de compatibilizar essas duas ações”, disse.

 
Odilon ressaltou a importância do combate ao agrotóxico contrabandeado e falou de conscientização ao produtor rural para a preservação das áreas ambientais.

 
Abordando o tema corrupção, Marcelo Bluma, quarto sorteado no bloco, questionou Humberto Amaducci (PT): “por que o setor político de MS foi transferido para as páginas policiais?”.

 
Na resposta, Amaducci falou de consciência para responsabilidade dos cargos públicos e a presença de “erros” em todos os setores. O petista também conscientizou o eleitor “desacreditado com a política” para retomar o envolvimento com a participação popular na decisão democrática de seleção dos gestores do executivo e fiscalizadores da lei.

 
Por fim, decorrente a ausência de Azambuja, o candidato João Alfredo acabou abordando por três minutos o tema educação e UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul). O candidato falou de aplicação ideal dos recursos destinados e de valorização do servidor público.

 
O psolista falou também sobre infraestrutura e condições das escolas públicas. “Temos também um projeto buscando incentivar o professor com 14° e 15° salário baseando-se na avaliação meritocrática de comissões educacionais”, concluiu.

 
Em seguida cada candidato teve a oportunidade de tréplica por um minuto. Mochi afirmou que “governante que entrar não tem que inventar roda e sim cumprir o plano de ensino já estabelecido”. 

 
Na sequência assumiu Odilon de Oliveira cutucando o governo de MS avaliando como “esquecida” a educação do Estado. “Dinheiro tem, é só parar com a corrupção neste estado” disse.
 
 
Amaducci disse, na sequência, que promoverá reestruturação das unidades de ensino e valorização dos servidores. Disse também sobre a autonomia da UEMS. 

 
Por fim, Marcelo Bluma disse querer enfrentar o problema dos critérios de processo seletivo para contratação de novos professores. “Com relação à UEMS quero fortalecer os polos já existentes e criar novas unidades”, concluiu. 

 
Na tréplica de João Alfredo, o candidato psolista ressaltou dados da Operação Vostok dizendo que, “se não houver favorecimento e corrupção será possível investir expressivamente na educação”. 

 
Considerações finais

 
João Alfredo encerrou sua participação no debate falando em reconstrução e valorização da atividade pública no cargo disputado. Em seguida, Odilon de Oliveira cumprimentou seu vice, Bispo Marcos Vitor, criticando a ausência da chapa de Azambuja, o ex-prefeito de Dourados Murilo Zauith.

 
“Meu governo valorizará essa região. Novamente digo, lamento a ausência de um aluno que tanto precisa de ensinamentos [citando Azambuja]”, concluiu o candidato. 

 
Na sequência Amaducci cumprimentou correligionários e pediu votos aos colegas petistas ao senado e legislativo estadual e federal, bradando “Lula Livre” na conclusão.

 
O próximo foi Marcelo Bluma que agradeceu a oportunidade do debate e cumprimentou colegas partidários. O candidato do PV concluiu suas considerações se comprometendo a combater a corrupção e os privilégios com tecnologia e informação transparente e acessível à população.

 
Por fim Júnior Mochi concluiu falando da importância da política para as decisões que definem os destinos da população, pedindo conscientização do eleitor nas urnas, para que valorize seu voto. O emebedista concluiu falando de integridade e responsabilidade em sua carreira política.