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Douradina - MS, sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Odilon Jr. visitou Puccinelli na prisão antes de apoio do MDB ao pai

Odilon Júnior foi ao Centro de Triagem falar com Puccinelli

Publicado em: 15/10/2018 às 10h34

correio do estado

Odilon filho e Odilon pai em evento do PDT - Foto: Valdenir Rezende / Arquivo / Correio do Estado

O filho do candidato ao governo do Estado e juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT), Odilon de Oliveira Júnior (PDT), visitou no Centro de Triagem de Campo Grande, no começo da semana passada, o ex-governador André Puccinelli e principal articulador político do MDB em Mato Grosso do Sul. Logo após a visita, no dia 10, as agremiações anunciaram a união para o segundo turno, contra a reeleição de Reinaldo Azambuja (PSDB).

O Correio do Estado teve acesso à ata de controle de entrada do Centro de Triagem, onde Puccinelli está preso desde o dia 20 de julho, que consta Odilon Júnior no local para visitar o ex-governador junto do advogado Luiz Pedro Gomes Guimarães, denunciado na Operação Coffee Break, a qual investiga a suposta compra de voto dos vereadores de Campo Grande para cassar o então prefeito Alcides Bernal (PP), em 2014. 

Os dois chegaram por volta das 11h37min, identificaram-se como advogados, com os números de registro de ambos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) marcados na ata, “para falar com o interno André Puccinelli”. No documento não consta o horário que Odilon filho deixou o local, porém, às 11h54min e às 11h55min, são anotadas duas saídas do advogado Luiz Pedro Gomes Guimarães, e ele entrou apenas uma vez no prédio. 

O vereador de Campo Grande e filho do juiz federal, foi a unidade logo após o resultado das eleições em Mato Grosso do Sul, que deixou o candidato do MDB, Junior Mochi, de fora da corrida do segundo turno. Mochi só entrou na disputa após a desistência da Puccinelli, por estar preso, e da senadora Simone Tebet, que justificou os apelos feitos pela família para deixar a eleição.  Os dias 8 e 9, subsequentes ao resultado de segundo turno no Estado, são de grande movimentação para o interno André Puccinelli. No dia 8 o ex-governador recebe o presidente municipal do partido, Ulisses Rocha, às 8h10; os advogados: Flávio de Melo Ferraz, às 8h34, Renê Siufi, às 9h15, e Wellington Coelho de Souza, às 9h20. Luiz Gomes Guimarães também vai ao local no meio da manhã, às 9h27. No dia 9, Mochi e Ulisse voltam ao Centro de Triagem, às 8h40, e tem uma conversa longa com o preso. A dupla deixa o local às 10h15. 

DISCURSO


A aliança do Juiz Odilon com o MDB vai contra seu discurso que não teria denunciados e condenados em sua campanha e principalmente na sua gestão como governador. A campanha do candidato do PDT é coordenada em Campo Grande pelo ex-vereador Paulo Pedra, que está inelegível por ter mandato cassado em novembro de 2015 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por compra de votos. 

Outra controvéria na campanha do juiz é a aliança com André Puccinelli que foi preso pela Polícia Federal, após o pedido do Ministério Público Federal (MPF) ser acatado pela Justiça Federal. 

André Puccinelli Júnior e o advogado João Paulo Calves foram presos no mesmo dia, todos no âmbito da 5ª Fase Operação Lama Asfáltica, Papiros de Lama. 

RACHADO


O PDT em Mato Grosso do Sul está em crise por conta dos mandos e desmandos do juiz aposentado. Ele que no início da campanha tirou o então presidente da sigla João Leite Schmidt do cargo para que coordenasse sua campanha, demitiu o mesmo após o resultado de segundo turno. 

Com a saída de Schmidt da cadeira da presidência, o deputado federal Dagoberto Nogueira assumiu o posto, mas o clima não está bom entre candidato e dirigente. Odilon foi contra a recomendação nacional de apoio o candidato a presidência do Brasil, Fernando Haddad (PT), e do estadual de ficar neutro, e declarou apoio o nome do PSL, Jair Bolsonaro. Além de não condidade Dagoberto para o ato de aliança entre PDT e MDB, apenas Odilon pai e filho foram no diretório emedebista. 

O clima no PDT é de tensão, de desunião e de troca de acusações. A cúpula alega ser vítima de conspiração do time político do juiz Odilon de Oliveira. Para a cúpula, o candidato a governador, se eleito, poderá trabalhar para tomar o controle absoluto do partido em Mato Grosso do Sul. Mas ele pode esbarrar no presidente nacional do PDT, Carlos Luppi, que não abre mão de prestigiar deputado federal Dagoberto Nogueira no comando partidário. Na tarde de hoje Luppi vai se reunir em Brasília para decidir quais providências tomar com os candidatos que declararam apoio a Jair Bolsonaro.