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Douradina - MS, sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Jovem que espancou avó até a morte será julgado pelo Tribunal do Júri

Crime foi em maio de 2016, no bairro Itamará, em Campo Grande

Publicado em: 26/10/2018 às 08h15

correio do estado

Weikmam Agnaldo em foto para o Facebook - Foto: Reprodução/ Facebook

Preso desde maio de 2016, Weikmam Agnaldo de Mattos Andrade da Silva, 22 anos, que matou a avó, Madalena Mariano de Matos Silva, 59 anos, por asfixia e agressão, será julgado pelo Tribunal do Júri.

De acordo com sentença de pronúncia, o acusado confessou em interrogatório que, no momento dos fatos, teria discutido com a avó, depois de ter usado os créditos de celular dela e que, após ela ter proferido comentários negativos sobre a mãe dele, sentiu muita raiva e a agrediu.

“Acerca dos fatos, o acusado Weikman, em juíz, declarou que a vítima, sua avó, começou a discutir com ele porque teria usado a internet do celular dela. Em seguida, teria mencionado que ele era igual a mãe e que “não servia nem para prostituta”. Disse que nunca sentiu tanta raiva como naquele momento. Declarou que segurou a vítima por trás, em seu pescoço, por aproximadamente 15 segundos, e, quando viu que ela não reagiu, resolveu soltá-la, o que fez com que ela viesse a bater a cabeça em uma quina”, diz trecho da setença.

Segundo a Polícia Civil, o neto asfixiou Madalena e bateu a cabeça dela no chão até a morte. Em seguida, ele tentou limpar o local do crime e levou o corpo da vítima para uma estrada vicinal próxima do bairro.

Estranhando o sumiço de Madalena, uma sobrinha foi até a delegacia para registrar boletim de ocorrência por desaparecimento.

Os investigadores, então, foram até a casa e encontraram vestígios de sangue e outros sinais do crime. Ao fim dos trabalhos, Weikmam chegou na casa.

No começo ele negou, mas depois confessou o crime, alegando que, após a morte da avó, poderia vender os pertences da casa e pagar uma dívida de R$ 3,7 mil. O rapaz foi denunciado por latrocínio - roubo seguido de morte - além de ocultação de cadáver.

O julgamento de Weikmam ainda não foi marcado.