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Douradina - MS, sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Secretários serão avaliados com base em contratos de gestão

Reinaldo Azambuja disse que vai trocar primeiro escalão para segundo mandato no Estado

Publicado em: 30/10/2018 às 09h30

CORREIO DO ESTADO

Reinaldo Azambuja vai continuar no Executivo estadual por mais quatro anos - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

Reeleito para o segundo mandato como governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), disse que não deve manter todos os secretários que compõem o primeiro escalão de sua gestão. De acordo com o tucano, todas as secretarias, fundações e autarquias vão passar por uma avaliação e para analisar quais tiveram o melhor desempenho e não conseguiram cumprir as metas e porquê.

“Estamos analisando administrativamente os contratos de gestão, quais as áreas que avançaram bem e quais tiveram alguma deficiência. Nós controlamos isso, nos contratos de gestão”, destacou. 

Em entrevista ao Correio do Estado, Azambuja ressaltou que é grato a equipe que compôs junto a ele os primeiros anos como Executivo estadual. Ele que foi prefeito de Maracaju, deputado estadual e federal, esteve pela primeira vez a frente de Mato Grosso do Sul e conseguiu uma vitória apertada com 52,35% dos votos válidos. 

“Nós somos muito gratos a toda equipe, mas vamos ter que compor um governo, com algumas mudanças e essas mudanças vão ocorrer a partir de primeiro de janeiro. Vamos analisar, não paramos ainda para analisar”, disse justificando sobre quem deveria sair e quem deve ficar na gestão. 

Para a campanha eleitoral, os responsáveis pelas pastas de Administração e de Infraestrutura, Carlos Alberto Assis e Marcelo Miglioli, deixaram o governo para ajudar na reeleição e para se candidatar ao Senado Federal, respectivamente. Questionado sobre a possibilidade de voltarem para o escalão do governo, Azambuja foi cauteloso. “A gente sabe que esse mandato termina dia 31 de dezembro. Janeiro é um novo mandato, um novo mandato com certeza com alguma mudança administrativa, não vai ser o mesmo quadro”, ressaltou.

O governador disse que não vai apenas alisar o que não foi feito, mas sob qual justificativa as metas não foram cumpridas e sabe que a crise financeira também prejudicou a execução de projetos.  “Esses contratos de gestão são para todos secretários, autarquias e fundações. Nós acompanhamos esses contratos direto, talvez a culpa de não cumprimento de alguma meta não é do secretário também, muitas vezes não teve recurso, não conseguir disponibilizar financeiramente para avançar. Então, nós vamos analisar isso e analisar uma reforma. Vamos analisar isso”.

DESEMPREGADO


O coodenador de campanha de Azambuja e ex-secretário, Carlos Assis, disse que está desempregado a não sabe quem o administrador do Estado deve tirar ou recolocar no governo. “Conversamos sobre o fechamento da campanha. Não houve nenhuma reunião para discutir nada com relação a esse assum. Tenho que fechar a campanha. Vamos ver se ele chama, se chamar vamos discutir”. 
Assis disse ainda que políticos com mandato devem ter preferência na gestão.