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Douradina - MS, quarta-feira, 20 de março de 2019

Traficante que agia em MS é alvo da maior ação contra drogas e lavagem de dinheiro

Operação da PF visa apreender mais de R$ 100 milhões em bens

Publicado em: 22/11/2018 às 07h33

correio do estado

Policiais durante cumprimento de mandados. - Foto: PF

Luiz Carlos da Rocha, mais conhecido como Cabeça Branca, traficante internacional de drogas que agia em Mato Grosso do Sul e na fronteira com o Paraguai, volta a ser alvo de ação da Polícia Federal. Nesta manhã foi deflagrada a Operação Sem Saída, mirando a prisão de aliados e mais de R$ 100 milhões em bens da organização criminosa nos estados do Paraná e Mato Grosso.

"Registramos tratar-se da maior operação da história da Polícia Federal na desarticulação patrimonial de organização criminosa com atuação no tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR) onde permanecerão à disposição da Justiça", pontua a PF em nota à imprensa.

A ação é a quarta fase da Operação Spectrum, que levou o Cabeça Branca à prisão no ano passado, tendo até o momento confiscado aproximadamente R$ 500 milhões em patrimônio do grupo articulado por ele, somente em solo brasileiro. Dentre os bens sequestrados estão 16 fazendas que somadas representam uma área de aproximadamente 40 mil hectares no estado do Mato Grosso. 

"Os resultados são fruto da Cooperação Policial Internacional mantida entre a Polícia Federal e a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), cujos números são extremamente expressivos, pois culminaram no encerramento de 41 empresas, apreensão de 42 mil cabeças de gado e o sequestro de 31 fazendas em solo paraguaio", afirma a PF em nota da assessoria de imprensa.

SEM SAÍDA

Aproximadamente 100 policiais cumprem 18 ordens judiciais em Curitiba no Paraná e em Brasnorte, Tapurah, Juara, Nova Maringá e Cuiabá no Mato Grosso, dos quais dois mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 14 de busca e apreensão, cujo objetivo é reunir elementos probatórios da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa, associação para o tráfico internacional de drogas, dentre outros delitos. Somente nesta operação o patrimônio arrecadado será de mais de R$ 100 milhões, considerando que somente em fazenda são mais de 11 mil hectares.

A denominação Sem Saída é uma alusão ao fato de que todos aqueles que participaram da organização criminosa ou de alguma forma se associaram a Luiz Carlos da Rocha serão identificados e responsabilizados, pois todas as informações levantadas no curso das investigações estão sendo minuciosamente analisadas, não deixando saída para tais suspeitos.