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Douradina - MS, quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

De quem é a função de ensinar e de educar?

Publicado em: 31/05/2019 às 12h54


Qual a função da escola e quem é nosso aluno do século XXI? Essa é uma questão que segundo os princípios que norteiam a educação brasileira possuem inúmeras respostas de acordo com diversas linhas de pesquisa e pensamento. Todavia, para os que estão inseridos cotidianamente no ambiente escolar, tais como professores, coordenadores, diretores e demais funcionários, esta questão é bem mais complexa.

As escolas tem recebido uma carga significativa de problemas adversos que vão para além do ensino-aprendizagem, muitas vezes desencadeados do lado externo dos muros e portões, mas que estouram dentro da escola e até mesmo em sala de aula. A família tem sido a extensão da escola ou a escola como extensão da família?

Observamos que as crianças e adolescentes que estão chegando até as unidades escolares, têm trazido consigo marcas de vivências que muitas vezes não condizem a sua faixa etária. Traumas, rejeições familiares, insegurança, falta de perspectiva, contato com os vícios, interação com as múltiplas tecnologias, além da questão sentimental/ afetiva o que explica o aumento no índice de depressão entre os adolescentes. A ausência ou a falta de percepção dos pais e/ou responsáveis (em decorrência ao mundo do trabalho, entre outros) na participação da formação escolar dos filhos tem deixado em alguns casos a desejar, não generalizando, porque ainda temos as exceções, ficando a escola responsável por cuidar da aprendizagem, formação de valores e refém de determinadas situações cotidianas.

Nas redes sociais vemos a frase “Família educa/Escola ensina” e na boca dos professores, porém é necessário que toda comunidade escolar entenda o real valor da educação e de quem é a responsabilidade, dando sentido ao Art. 205 da Constituição Federal Brasileira de 1988. Deste modo, observamos que além da indisciplina, o professor tem enfrentado dificuldades para trazer o “aluno pra si”, despertar interesse, a busca pelo conhecimento, o protagonismo, tendo que “se virar nos 30”, com ideias inovadoras, projetos, ações, metodologias diversificadas para obter os resultados/ índices esperados.

Por fim, as escolas, professores e alunos devem ser vistos e pensados para além dos números, mas como elementos subjetivos que merecem ser olhados como tal.

 

Nelson de Lima Júnior

Professor da Rede Pública- Graduado e Mestre em História.