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Douradina - MS, sábado, 18 de novembro de 2017

Homem-Aranha em Guerra Civil é a melhor versão do herói no cinema

Publicado em: 07/05/2016 às 11h51

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Capitão América: Guerra Civil está em cartaz há duas semanas. E até agora eu não li/ouvi em nenhum lugar uma reclamação, em teoria, óbvia: “Está muito cedo para um reboot do Homem-Aranha no cinema''. É lugar-comum. A última vez que o herói deu as caras no cinema foi em 2014, quando Andrew Garfield liderou O Espetacular Homem-Aranha 2, continuando a tal “história não contada'' do personagem, revelando alguns segredos (irrelevantes, a bem da verdade) e fechando com um gancho para próximas aventuras (que, a essa altura, vão ficar em alguma gaveta hollywoodiana). Em dois anos, a Sony (responsável pelo herói no cinema) encerrou essa versão, fez um acordo com a Disney/Marvel para compartilhar o personagem e, agora, temos uma versão novinha na pele de Tom Holland.

 

             Dois anos para reinventar um personagem pode parecer pouco tempo. Mas ninguém achou ruim porque esta é simplesmente a melhor tradução do Aranha para o cinema. De longe!

 

           Para entender o motivo dessa novíssima versão do Aranha ter acertado tanto no alvo, vamos voltar o reloginho e dar uma olhada no que fazia as outras interpretações do herói no cinema funcionarem – ou não. Ah, estou ignorando total a versão para a TV dos anos 70, que chegou a ter dois longas exibidos no Brasil, por um motivo bem simples: nenhum Homem-Aranha de respeito dispara cadarços de sapato no lugar de teias. Nem a nostalgia salva….

 

          Em 2002, o panorama dos filmes de super-heróis era bastante diferente da diversidade nos cinemas hoje. Batman encontrava-se adormecido. X-Men, um sucesso moderado, havia saído apenas dois anos antes. O público não estava acostumado a ver os heróis dos gibis no cinema, então havia muita dúvida e desconfiança sobre o que seria aceito, o que não seria. Quando Sam Raimi, um fã confesso do herói, assumiu a direção da produção, foi montada uma operação de guerra para equilibrar o que o estúdio pretendia do filme como produto e o que o diretor planejava fazer como artista e como entusiasta do personagem.

 

           O resultado foi Tobey Maguire como Peter Parker. Talvez um pouco velho para retratar um moleque ainda no colégio, mas este foi um detalhe compensado com um filme com coração gigante. Havia paixão em cada pedaço de Homem-Aranha, que tomou diversas liberdades com a série de quadrinhos (como os disparadores de teia orgânicos) e entregou uma aventura mirando em todo público possível – fãs e não iniciados, meninos e meninas, com um equilíbrio bacana de ação, romance e perigo. O traje do Aranha era uma versão incrível de sua roupa nos quadrinhos, super estilizada, impossível para um moleque sem grana do Queens manufaturar, mas nada importava: era o Homem-Aranha, e era real.